A estratégia da BB Seguros para enfrentar as mudanças do clima
- 11/11/2025
A holding BB Seguros vem atuando de forma proativa para enfrentar os desafios impostos pelo aquecimento global, adotando estratégias que vão da prevenção à predição e resposta rápida aos sinistros.
“De forma preventiva, atuamos no letramento dos nossos clientes, para conscientizar os consumidores da importância de contar com seguros e das boas práticas que podem ser aplicadas como prevenção para mitigação de riscos”, afirma Raquel Gaudêncio, superintendente executiva de Planejamento Estratégico, VMO, Governança Corporativa e Sustentabilidade da Brasilseg, empresa de seguros da holding.
A BB Seguros promove campanhas educacionais de conscientização, destacando o seguro como ferramenta essencial para a proteção financeira e estabilidade econômica. Segundo a executiva, essa abordagem ganhou ainda mais relevância diante dos desafios recentes.
“O país tem enfrentado uma frequência crescente de eventos climáticos extremos, que também apresentam maior grau de severidade, e o mercado de seguros precisa estar preparado para não só cobrir perdas, mas também antecipar riscos e colaborar na mitigação de danos”.
Para isso, a BB Seguros utiliza modelos climáticos sofisticados com forte aplicação no agronegócio, seu principal foco de atuação. “Trabalhamos com modelos de previsão que avaliam probabilidades de perda e a possibilidade de ocorrência de eventos climáticos, utilizando tecnologias como georreferenciamento e sensoriamento remoto para monitorar em tempo real a situação das propriedades rurais”, explica Raquel. A capacidade de acompanhar os eventos de perto, com dados precisos e atualizados, permite um atendimento ágil e eficiente na regulação de sinistros.
A sustentabilidade do negócio, porém, ainda é motivo de preocupação. Raquel ressalta que o aumento da intensidade e da frequência dos desastres exige uma adaptação constante do setor. “Temos visto prejuízos cada vez maiores causados por eventos climáticos, consumindo parte significativa do potencial de crescimento econômico do país. Não podemos desconsiderar o fato de que o Brasil ainda enfrenta uma grande lacuna de proteção, que é razão obtida quando avaliamos as perdas econômicas causadas por eventos extremos e a parcela efetivamente segurada. Nos últimos dez anos, foram registrados prejuízos próximos a R$ 450 bilhões, mas apenas uma pequena fração foi coberta por seguros.”
Além dos modelos estatísticos avançados, a BB Seguros investe em inovação tecnológica para responder a esses desafios. “Utilizamos sensoriamento remoto, geossubscrição e indicadores climáticos para precificar adequadamente nossos produtos, buscando mitigar os impactos de eventuais perdas dos produtores rurais”, detalha Raquel. A companhia tem firmado parcerias estratégicas e aproveita a integração entre ciência, tecnologia e mercado para desenvolver soluções cada vez mais precisas e adaptadas às necessidades reais de seus clientes.
No horizonte, Raquel visualiza um papel ainda maior para o setor de seguros na construção de resiliência climática. “O seguro precisa ser um instrumento que não apenas indenize, mas que também ajude na adaptação climática. Isso envolve o desenvolvimento de produtos que incentivam práticas sustentáveis, o trabalho conjunto com outros setores, como financeiro, para viabilizar essas adaptações e garantir uma resposta eficaz às mudanças que o planeta impõe”, conclui.
Sobre a Casa do Seguro
A sustentabilidade é a espinha dorsal da “Casa do Seguro”, iniciativa inédita da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) para inserir o setor nas discussões da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém (PA).
Além da programação de conteúdo, a “Casa do Seguro” promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia.
Com o apoio de seus empoderadores –Allianz, AXA, BB Seguros, Bradesco Seguros, Caixa Seguridade, MAPFRE, Marsh McLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine – a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais.
