Infraestrutura, clima e seguro: lições do Salgado Filho após as enchentes de 2024

O setor de seguros brasileiro dá um passo à frente na adaptação às mudanças climáticas. Durante o painel “Desafios da transição climática: A importância de dados climáticos para melhorar a precificação dos riscos na transição climática”, realizado no 3º Workshop de Seguros para Jornalistas, em 22 de agosto, no Rio de Janeiro, o professor da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ), Fernando Teixeira, apresentou o projeto de hub de dados socioambientais e riscos climáticos, que sua equipe está desenvolvendo para a CNseg.

Seguros e clima: novo hub de riscos climáticos e socioambientais da CNseg promete transformar dados em decisões estratégicas

O setor de seguros brasileiro dá um passo à frente na adaptação às mudanças climáticas. Durante o painel “Desafios da transição climática: A importância de dados climáticos para melhorar a precificação dos riscos na transição climática”, realizado no 3º Workshop de Seguros para Jornalistas, em 22 de agosto, no Rio de Janeiro, o professor da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ), Fernando Teixeira, apresentou o projeto de hub de dados socioambientais e riscos climáticos, que sua equipe está desenvolvendo para a CNseg.

Tokio Marine divulga Relatório de Sustentabilidade de 2024

A Tokio Marine Seguradora divulgou nessa segunda-feira, 30, o Relatório de Sustentabilidade referente às suas ações atreladas à agenda ESG durante o ano de 2024. A iniciativa está alinhada às diretrizes da Circular 666 da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que determina a publicação de dados relativos à sustentabilidade pelas Seguradoras.

Tokio Marine conquista, pelo segundo ano consecutivo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol

07/08/2025 Reconhecimento está alinhando com as metas da Companhia em relação à boas práticas ambientais A Tokio Marine Seguradora foi reconhecida, pelo segundo ano consecutivo, com o Selo Ouro do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, concedido pelo Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG). O anúncio foi realizado nesta terça-feira (05), durante o Evento Anual do programa. O Selo Ouro é concedido às empresas que demonstram elevado nível de transparência na gestão de suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), por meio da publicação de inventários verificados por terceira parte independente. No caso da Tokio Marine, a verificação das informações foi realizada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), assegurando a qualidade e consistência dos dados. Com o objetivo de promover uma cultura corporativa voltada à mensuração e transparência das emissões no Brasil, o PBGHG oferece aos participantes acesso a instrumentos e padrões reconhecidos internacionalmente para contabilização das emissões e divulgação dos inventários no Registro Público de Emissões. O Programa também investe na capacitação das organizações-membro, por meio de treinamentos técnicos sobre a aplicação da metodologia GHG Protocol na elaboração de inventários organizacionais de GEE. “Receber o Selo Ouro pelo segundo ano consecutivo reforça o nosso compromisso com a transparência e a responsabilidade climática. Na Tokio Marine, entendemos que a gestão das emissões de gases de efeito estufa é parte fundamental da nossa estratégia de sustentabilidade e de geração de valor a longo prazo. Essa conquista reflete o trabalho contínuo das nossas equipes em aprimorar processos e evoluir com base em dados confiáveis, identificando oportunidades de redução e promovendo uma cultura interna de responsabilidade climática cada vez mais sólida alinhada aos padrões internacionais”, destaca André Cordeiro, Superintendente de Estratégia de Estratégia de Mercado, Qualidade e ESG da Tokio Marine. A publicação do inventário e o reconhecimento com a certificação máxima estão diretamente alinhados com a Política de Sustentabilidade da Companhia, seguindo a filosofia “Good Company”, disseminada pelo Grupo Tokio Marine nos 46 países em que está presente, cujo conceito se traduz em uma forma única, responsável e sustentável de conduzir os negócios, baseada nos pilares de olhar além do lucro; capacitar os Colaboradores e cumprir os compromissos com a Sociedade. Essa foi a segunda vez que a Seguradora publicou o inventário, que contabilizou as emissões de GEE das operações da Tokio Marine no Brasil, considerando os dois escritórios em São Paulo e suas Sucursais distribuídas pelo País. Para os próximos anos, a Companhia seguirá focada em planejar uma abordagem integrada contínua para reduzir as emissões e os impactos ambientais, envolvendo todas as partes interessadas e integrando a sustentabilidade em sua estratégia de negócios. “Em 2025 seguimos focados em evoluir com consistência nessas frentes, alinhando nossa marca e o nosso negócio às transformações do mercado e às expectativas da sociedade. Esse é um ano em que a agenda ambiental está em destaque devido a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) e uma de nossas iniciativas nessa frente é a participação na Casa do Seguro, iniciativa da CNSeg durante Conferência, que visa posicionar o setor segurador como um ator fundamental na busca de soluções para os desafios climáticos.”, conclui o executivo.   Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro estará situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores – Allianz, AXA, MAPFRE, Marsh, Porto, Prudential, Tokio Marine e Marsh McLennann –  a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais.  Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg; reuniões bilaterais; apresentação de produtos e serviços; e atividades culturais.    Alguns eixos vão pautar a agenda da Casa do Seguro, como a proteção social e dos investimentos, as finanças sustentáveis, a infraestrutura resiliente, a inteligência climática, seguros & agronegócio, a descarbonização da frota brasileira e como os seguros podem auxiliar no desenvolvimento industrial mais sustentável. COMPARTILHE Tokio Marine conquista, pelo segundo ano consecutivo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol • 07/08/2025 COP30 em Belém: seguro é aliado crucial no combate à crise climática • 07/08/2025 Setores automotivo e segurador buscam soluções para desafios climáticos no Brasil • 01/08/2025 O mundo em desenvolvimento vive o dilema de crescer sem as melhores condições de sustentabilidade • 31/07/2025 O que for decidido em Belém afetará o futuro de nossos filhos, diz Helder Barbalho sobre COP30 • 29/07/2025 Esta década vai definir o futuro do clima: veja alertas de Paulo Artaxo • 23/07/2025 COP30 vai reposicionar Amazônia no debate do clima, diz presidente da Associação Comercial do Pará • 16/07/2025 Casa do Seguro: qual é a importância do espaço na COP30? • 15/07/2025 Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil • 01/07/2025 COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia • 26/06/2025

COP30 em Belém: seguro é aliado crucial no combate à crise climática

07/08/2025 O setor de seguros emerge como um parceiro estratégico na luta contra as mudanças climáticas. Essa foi a principal mensagem do embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, durante audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (6 de agosto). Ele destacou que a 30ª Conferência sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém, trará um foco inédito na relação entre o setor de seguros e os impactos ambientais. Em sua fala, o embaixador ressaltou que a inação diante da crise climática está gerando “custos absolutamente brutais”. Ele explicou que as companhias de seguros não podem mais se basear em dados históricos para calcular seus preços, pois os eventos extremos se tornaram mais frequentes e imprevisíveis. Agora, as seguradoras precisam incorporar previsões futuras, levando em conta o cenário de mudanças climáticas. Ele citou o exemplo dos Estados Unidos, onde o custo do seguro residencial se tornou um fator central na decisão de compra de um imóvel. “Há bairros inteiros nos Estados Unidos, inclusive, evidentemente, na Califórnia, onde as pessoas já não podem mais construir uma casa, porque o seguro do imóvel vai ser tão alto que é inviável morar naquele bairro”, alertou. Corrêa do Lago mencionou que, no Brasil, o seguro residencial ainda não tem um impacto significativo no valor dos imóveis. No entanto, o cenário global demonstra que a escalada de eventos climáticos extremos pode tornar muitos negócios inviáveis. Para a COP30, informou, o setor de seguros planeja uma participação robusta. A Conferência contará com um espaço exclusivo, a “Casa do Seguro“, onde o setor pretende conscientizar sobre a urgência do combate às mudanças climáticas. “O setor quer chamar a atenção para o quanto é importante combater a mudança do clima, porque, senão, muitos negócios virarão inviáveis, porque não vai ter como dar seguro”, concluiu o embaixador. A iniciativa marca um novo capítulo na colaboração entre o setor privado e o enfrentamento da crise ambiental. A audiência pode ser assistida na íntegra em: https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/77309?a=576444&t=1754494455493&trechosOrador= Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro estará situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores – Allianz, AXA, MAPFRE, Marsh, Porto, Prudential, Tokio Marine e Marsh McLennann –  a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais.  Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg; reuniões bilaterais; apresentação de produtos e serviços; e atividades culturais.    Alguns eixos vão pautar a agenda da Casa do Seguro, como a proteção social e dos investimentos, as finanças sustentáveis, a infraestrutura resiliente, a inteligência climática, seguros & agronegócio, a descarbonização da frota brasileira e como os seguros podem auxiliar no desenvolvimento industrial mais sustentável. COMPARTILHE COP30 em Belém: seguro é aliado crucial no combate à crise climática • 07/08/2025 Setores automotivo e segurador buscam soluções para desafios climáticos no Brasil • 01/08/2025 O mundo em desenvolvimento vive o dilema de crescer sem as melhores condições de sustentabilidade • 31/07/2025 O que for decidido em Belém afetará o futuro de nossos filhos, diz Helder Barbalho sobre COP30 • 29/07/2025 Esta década vai definir o futuro do clima: veja alertas de Paulo Artaxo • 23/07/2025 COP30 vai reposicionar Amazônia no debate do clima, diz presidente da Associação Comercial do Pará • 16/07/2025 Casa do Seguro: qual é a importância do espaço na COP30? • 15/07/2025 Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil • 01/07/2025 COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia • 26/06/2025 Do compromisso à prática: como as seguradoras podem ajudar a construir um futuro mais sustentável? • 24/06/2025

Setores automotivo e segurador buscam soluções para desafios climáticos no Brasil

01/08/2025 Em meio a um cenário de transformações tecnológicas aceleradas e eventos climáticos cada vez mais extremos, os setores automotivo e de seguros no Brasil buscam unir forças para enfrentar os desafios de agora, que vão refletir no futuro. Nesta quarta-feira (30), na sede da Anfavea, em São Paulo, o presidente da associação, Igor Calvet, e Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), abriram um importante diálogo sobre as oportunidades e os obstáculos para que essas indústrias, tão interligadas, possam se adaptar às mudanças climáticas e à revolução da mobilidade. “O diálogo com o setor de seguros está se aprofundando e é fundamental para compreendermos juntos os desafios do seguro automotivo”, afirmou Igor Calvet. Para o executivo, a transformação da indústria automotiva, marcada pela eletrificação crescente e pelos avanços em tecnologia como a autonomia veicular, altera completamente o contexto do mercado. “Há uma interseção muito grande entre os segmentos do setor de seguros e o nosso mercado, que precisa ser explorada”, apontou. Calvet enfatizou a necessidade de “exercício de disciplina para analisar dados, evoluir em regulamentação e mercado, colocando a sustentabilidade no centro da agenda comum.” Dyogo Oliveira reforçou a importância do setor automotivo, que representa cerca de 30% do mercado de seguros no país, mas destacou a baixa penetração da proteção na frota brasileira. “Menos de 30% dos veículos estão segurados e, entre os financiados, menos de 50% saem com seguro.” Um desafio adicional, segundo ele, está na eletrificação dos veículos. “Os carros elétricos têm um aumento de sinistros [risco previsto em contrato] de 20% a 30%, principalmente por perdas totais, devido à fragilidade das baterias e dos componentes eletrônicos.” Além do custo, surge a questão do descarte dos veículos sinistrados eletrificados — um problema ambiental e logístico que ele chamou de “um desafio para a indústria”. Outro foco do debate foi o impacto das mudanças climáticas no mercado de seguros. Dyogo Oliveira afirmou que a volatilidade do clima virou o “novo normal”, com secas severas se alternando com grandes enchentes. Ele citou o exemplo de Porto Alegre onde 20 mil veículos foram alagados em poucos dias em 2024, um cenário sem precedentes que “desestabiliza os modelos tradicionais de precificação de risco, baseados em dados históricos”. Segundo ele, “isso impacta diretamente o negócio de seguros.” Além de desafios, a baixa cobertura de seguro frente às perdas climáticas representa uma grande oportunidade. “Em Porto Alegre, apenas 6% das perdas econômicas por enchentes foram cobertas por seguro, muito abaixo da média mundial”, alertou Dyogo. Setores como o agronegócio também sofrem com baixa cobertura, com apenas 5% da área agrícola protegida, além de residências e pequenas empresas, que permanecem vulneráveis. A negligência em seguros para infraestrutura pública — rodovias, ferrovias e portos — foi outra preocupação destacada, colocando em risco a logística e a economia do país. Os dois executivos também destacaram a relevância da presença ativa dos setores automotivo e securitário nas Conferências do Clima (COPs). Dyogo pontuou que até a COP29, o seguro não era mencionado nessas reuniões. “Mas estamos trabalhando para mudar isso, porque o seguro é ferramenta essencial para adaptação aos riscos climáticos.” E o emblema desse esforço é a “Casa do Seguro”, iniciativa inédita da CNseg para criar um centro de discussões entre o mercado securitário e os demais setores da economia, como o automotivo, na COP30, que será realizada em novembro, em Belém, uma das capitais da Amazônia. Segundo Claudia Prates, diretora de sustentabilidade da CNseg, a “Casa do Seguro” é uma plataforma dedicada a mostrar o papel estratégico do setor segurador na transição climática e na proteção social. A executiva explicou que vários fóruns serão realizados no espaço em temas como adaptação climática, finanças sustentáveis, infraestrutura resiliente e seguros para agronegócio e riscos climáticos. Ela detalhou outros avanços técnicos em desenvolvimento, como o Hub de Riscos Climáticos, plataforma que irá integrar dados ambientais e socioambientais para auxiliar seguradoras na percepção e na mitigação de riscos. “Queremos construir um relatório robusto dos impactos climáticos no setor segurador brasileiro, para informar e orientar decisões futuras.” Cláudia reforçou ainda a construção de uma taxonomia sustentável para balizar a atuação do setor e sua interlocução com o governo. “Seguros sustentáveis incluem a cadeia automotiva e o manejo dos veículos salvados, temas centrais da agenda que construímos.” Calvet reforçou a importância do esforço conjunto para garantir que o setor privado esteja nas decisões de políticas climáticas. “O alinhamento de indústria automotiva e seguradoras traz mais peso e conhecimento para essa pauta tão urgente.” Apesar do ceticismo de Dyogo quanto ao avanço nas metas globais de redução de emissões — especialmente diante das incertezas nas negociações internacionais —, ele crê que a agenda de adaptação será a prioridade na COP30, pois o estágio atual das mudanças climáticas é uma realidade irreversível. Para ele, o Brasil não pode esperar. “Temos que estar presentes, ativos e prontos para oferecer soluções que transformem riscos em oportunidades.” Igor Calvet resumiu o sentimento: “estamos diante de uma agenda comum, e a parceria deve se aprofundar, porque os desafios são grandes — mas as oportunidades, muito maiores.” Dyogo Oliveira encerrou com um convite à ação. “Só com diálogo, inovação e articulação poderemos garantir a sustentabilidade, a resiliência e o crescimento do setor automotivo e do mercado de seguros no Brasil.” Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro estará situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores – Allianz, AXA, MAPFRE, Marsh, Porto, Prudential, Tokio Marine e Marsh McLennann –  a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais.  Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações