A estratégia da BB Seguros para enfrentar as mudanças do clima

A holding BB Seguros vem atuando de forma proativa para enfrentar os desafios impostos pelo aquecimento global, adotando estratégias que vão da prevenção à predição e resposta rápida aos sinistros.

“De forma preventiva, atuamos no letramento dos nossos clientes, para conscientizar os consumidores da importância de contar com seguros e das boas práticas que podem ser aplicadas como prevenção para mitigação de riscos”, afirma Raquel Gaudêncio, superintendente executiva de Planejamento Estratégico, VMO, Governança Corporativa e Sustentabilidade da Brasilseg, empresa de seguros da holding.

A BB Seguros promove campanhas educacionais de conscientização, destacando o seguro como ferramenta essencial para a proteção financeira e estabilidade econômica. Segundo a executiva, essa abordagem ganhou ainda mais relevância diante dos desafios recentes.

“O país tem enfrentado uma frequência crescente de eventos climáticos extremos, que também apresentam maior grau de severidade, e o mercado de seguros precisa estar preparado para não só cobrir perdas, mas também antecipar riscos e colaborar na mitigação de danos”.

Para isso, a BB Seguros utiliza modelos climáticos sofisticados com forte aplicação no agronegócio, seu principal foco de atuação. “Trabalhamos com modelos de previsão que avaliam probabilidades de perda e a possibilidade de ocorrência de eventos climáticos, utilizando tecnologias como georreferenciamento e sensoriamento remoto para monitorar em tempo real a situação das propriedades rurais”, explica Raquel. A capacidade de acompanhar os eventos de perto, com dados precisos e atualizados, permite um atendimento ágil e eficiente na regulação de sinistros.

A sustentabilidade do negócio, porém, ainda é motivo de preocupação. Raquel ressalta que o aumento da intensidade e da frequência dos desastres exige uma adaptação constante do setor. “Temos visto prejuízos cada vez maiores causados ​​por eventos climáticos, consumindo parte significativa do potencial de crescimento econômico do país. Não podemos desconsiderar o fato de que o Brasil ainda enfrenta uma grande lacuna de proteção, que é razão obtida quando avaliamos as perdas econômicas causadas por eventos extremos e a parcela efetivamente segurada. Nos últimos dez anos, foram registrados prejuízos próximos a R$ 450 bilhões, mas apenas uma pequena fração foi coberta por seguros.”

Além dos modelos estatísticos avançados, a BB Seguros investe em inovação tecnológica para responder a esses desafios. “Utilizamos sensoriamento remoto, geossubscrição e indicadores climáticos para precificar adequadamente nossos produtos, buscando mitigar os impactos de eventuais perdas dos produtores rurais”, detalha Raquel. A companhia tem firmado parcerias estratégicas e aproveita a integração entre ciência, tecnologia e mercado para desenvolver soluções cada vez mais precisas e adaptadas às necessidades reais de seus clientes.

No horizonte, Raquel visualiza um papel ainda maior para o setor de seguros na construção de resiliência climática. “O seguro precisa ser um instrumento que não apenas indenize, mas que também ajude na adaptação climática. Isso envolve o desenvolvimento de produtos que incentivam práticas sustentáveis, o trabalho conjunto com outros setores, como financeiro, para viabilizar essas adaptações e garantir uma resposta eficaz às mudanças que o planeta impõe”, conclui.

Sobre a Casa do Seguro

A sustentabilidade é a espinha dorsal da “Casa do Seguro”, iniciativa inédita da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) para inserir o setor nas discussões da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém (PA).

Além da programação de conteúdo, a “Casa do Seguro” promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia.

Com o apoio de seus empoderadores –Allianz, AXA, BB Seguros, Bradesco Seguros, Caixa Seguridade, MAPFRE, Marsh McLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine –  a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais.

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