COP30: CNseg lança ferramenta regionalizada contra risco de inundação

Em um movimento estratégico para enfrentar a escalada da crise climática no Brasil, o setor segurador brasileiro deu um passo decisivo em direção à resiliência. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) lançou nesta quarta-feira, 19, durante a COP30, em Belém, a “Ferramenta de Avaliação de Riscos Climáticos (Inundação)”, parte integrante do Hub de Inteligência Climática desenvolvido pela entidade. A iniciativa ambiciosa foi desenhada para mapear, quantificar e mitigar os crescentes riscos associados às mudanças do clima no país.

Como a parceria entre cooperativas e seguros prepara o Brasil para enfrentar desastres climáticos

“O cooperativismo e o setor de seguros têm o objetivo de proteger comunidades e construir um futuro mais justo para o país”, afirmou Roberto Santos, presidente do Conselho Diretor da CNseg, na abertura do Fórum de Sustentabilidade em Cooperativismo e Seguros. O evento, promovido pela CNseg em parceria com a OCB, foi realizado nesta segunda-feira (17), na Casa do Seguro, durante a COP30, em Belém (PA).

Sustentabilidade vira eixo estratégico e reposiciona seguradoras na agenda climática

A sustentabilidade deixou de ser tema periférico e tornou-se eixo estratégico para seguradoras e instituições financeiras. Essa foi a avaliação dos participantes dos painéis promovidos pela Porto na manhã desta segunda-feira (17), na Casa do Seguro, a embaixada do seguro na COP30. O consenso foi que o setor pode acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, fortalecer a adaptação climática e apoiar políticas públicas que tornem as soluções resilientes mais acessíveis.

Inovação e cooperação para acelerar a transição climática

O papel estratégico na transição climática foi o fio condutor dos painéis conduzidos pela Prudential na manhã deste sábado (15), na Casa do Seguro — espaço de debates da CNseg na COP30. A avaliação dos participantes é que a inovação em produtos, a regulação e a cooperação internacional são pilares para acelerar essa agenda. Contudo, apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta obstáculos, como o limitado financiamento para redução de riscos de desastres, a baixa disseminação da cultura de prevenção, sobretudo entre populações vulneráveis.

Lideranças da Marsh McLennan participam de painéis climáticos na Casa do Seguro

O mercado de seguros assumiu um papel de destaque na transição climática, atuando como pilar essencial da gestão de riscos e possibilitando investimentos em soluções sustentáveis. Por esse motivo, o setor ganhou um espaço inédito na COP30: a Casa do Seguro. Esse hub de conteúdo, networking e negócios, criado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), sediará um programa estratégico durante a conferência.

Do risco à regeneração: o papel do seguro na bioeconomia e nas soluções baseadas na natureza

Com cerca de R$ 2 trilhões em reservas técnicas, o setor de seguros e resseguros brasileiro pode se tornar um dos principais motores do financiamento sustentável no país. A avaliação foi feita por Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), na abertura do Fórum “Diálogos COP30 – Seguros, Clima e Natureza”, realizado nesta sexta-feira (14), na Casa do Seguro, em Belém (PA), durante a COP30.

Setor de seguros amplia compromissos com a agenda sustentável na COP30

Em um evento marcado por reflexões e compromissos com o futuro, a Caixa Seguridade reuniu especialistas, parceiros e colaboradores para discutir o papel do setor de seguros na construção de uma economia mais sustentável, inclusiva e resiliente. O encontro, marcado por análises sobre desafios e responsabilidades do mercado, reforçou o alinhamento da companhia — e do setor – à agenda global de sustentabilidade.
O encontro destacou como a inovação tecnológica, a economia circular e a colaboração entre setores estão redefinindo o futuro da mobilidade de baixo carbono no Brasil, evidenciando o papel estratégico do setor de seguros nesse processo.