Setor segurador tem papel fundamental para enfrentamento das mudanças climáticas

14/02/2025 Ao participar do painel “Finanças Climáticas”, do seminário “Rumos 2025 (O Brasil que teremos e o Brasil que queremos)”, organizado pelo jornal Valor nesta segunda-feira, em São Paulo, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, apresentou um diagnóstico sobre saídas possíveis para conter a crise ambiental e como financiá-la a partir das soluções do mercado segurador. Dyogo Oliveira assinalou que os impactos e severidade dos eventos climáticos são cada vez maiores, ao passo que o gap de proteção permanece elevado, mundialmente. Lembrando que o mercado segurador brasileiro acompanha a evolução das mudanças climáticas desde a década de 70 – “não por altruísmo, mas sim por preocupação com seus impactos financeiros” em sua cadeia de valor – o presidente da CNseg destacou que, no prazo dos últimos 10 anos, as perdas geradas por eventos climáticos (enchentes, secas, geadas, vendavais etc.) superaram, em nove anos, a casa dos US$ 300 bilhões anuais em perdas econômicas no mundo, cabendo ao mercado segurador global responder por 40% desse total. Só no ano passado, os prejuízos alcançaram US$ 368 bilhões no mundo. Nos últimos 10 anos, as perdas econômicas permanecem 14% acima da média histórica, o que confirma que os eventos climáticos estão não só mais frequentes quanto também mais severos em seus impactos. Só as enchentes do Rio Grande do Sul de 2024 geraram perdas econômicas de mais de R$ 100 bilhões, das quais R$ 6 bilhões indenizados pelas seguradoras. “Gostaríamos de ser mais acionados porque a sociedade estaria mais protegida”, afirmou ele, chamando a atenção para o enorme gap de proteção. Nos últimos 10 anos, perdas causadas por incidentes climáticos no país somam R$ 320 bilhões, 90% afetando atividades agrícolas. São eventos que, ao contrário das enchentes nas cidades, passam meio despercebidos pela mídia, como secas, geadas prolongadas, mas causam perdas onerosas. “A falta de aderência aos seguros ainda é nosso problema mais sério e não a falta de produtos, porque nosso nível de riscos é ainda bem abaixo de outras regiões do planeta, como a Califórnia, por exemplo. “O setor de seguros do País tem capacidade de absorver esses riscos, mas precisa haver muito cuidado na regulação para evitar erros, como ocorridos nos Estados Unidos – na Califórnia, o governo substitui as seguradoras privadas por públicas e tabelou os prêmios, provocando fuga das companhias do seguro residencial”, disse Dyogo Oliveira. Esse painel contou também com a participação da secretária Nacional de Planejamento do Ministério do Planejamento e Orçamento, Virgínia de Ângelis. Ela relatou o andamento de estudos no seu ministério para avaliar os efeitos da crise climática no PIB, na geração de empregos e em setores estratégicos como agricultura, energia, entre outros, além de recursos da ordem de R$ 32 bilhões para ações direcionadas ao clima. Outros participantes foram Denise Hills, especialista em sustentabilidade, Gustavo Pinheiro, associado sênior do think tank de diplomacia climática E3G, e Edvaldo Santana, especialista em energia. COMPARTILHE Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil • 01/07/2025 COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia • 26/06/2025 Do compromisso à prática: como as seguradoras podem ajudar a construir um futuro mais sustentável? • 24/06/2025 Plano de transformação ecológica do Brasil: avanços, desafios e o papel do mercado de seguros • 30/05/2025 Do Big Data à Inteligência Artificial: seguradoras aceleram inovação para enfrentar o clima imprevisível no Brasil • 13/05/2025 Casa do Seguro insere setor no centro das discussões sobre a crise climática • 08/05/2025 COP30: CNseg inicia Ciclo de Diálogos Institucionais da Casa do Seguro • 28/04/2025 Como as seguradoras atuam antes, durante e após uma tragédia climática? • 24/04/2025 Mudanças climáticas: quais são os desafios do setor de seguros? • 17/04/2025 Casa do Seguro marca posição do setor frente às mudanças climáticas, diz presidente da Allianz • 15/04/2025
CNseg apresenta iniciativas do setor segurador ao ministro de Relações Institucionais

07/02/2025 Encontro foi o terceiro com o alto escalão do governo federal em uma semana. Com o objetivo de aproximar do setor segurador do governo federal, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, apresentou nesta quinta-feira (6/2), ao ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, uma série de iniciativas que podem auxiliar o governo nas diversas pautas políticas a serem discutidas durante o ano no país. A reunião, realizada na quinta-feira é a terceira em apenas uma semana em que a Confederação esteve com ministro de Estado. No encontro, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o presidente da CNseg, levou ao conhecimento do ministro os principais números do mercado, a importância do setor, que é um ator relevante de aprimoramento de políticas públicas, que possui produtos importantes para mitigação de riscos climáticos e para o desenvolvimento socioeconômico do país. Entre as pautas apresentadas, Dyogo ressaltou principalmente as ações do setor para diminuir riscos causados pelas mudanças climáticas, destacando a criação de amparo financeiro para vítimas de desastres provocados por inundações e desmoronamentos, o seguro social catástrofe. “Estamos fazendo um grande esforço e investimento nas questões relacionadas à mudança climática, pois a cada enchente, incêndio, terremoto, o setor é o primeiro a ser acionado, e temos que estar atentos”, destacou. Outros temas também foram apresentados ao ministro Padilha, como o aprimoramento do seguro rural, destacando o diálogo com o governo federal para auxiliar em propostas que possam melhorar o Programa de Subvenção do Seguro Rural (PSR). Também foi apontado ao chefe da pasta ministerial a importância de incorporar o seguro em empreendimentos públicos diversos. Ele lembra que o Tribunal de Contas da União (TCU) fez uma análise entre 2023 e 2024 indicando que 21 mil obras públicas existentes no país, 8.603 estão paralisadas. Participaram do encontro o diretor de relações institucionais da CNseg, Esteves Colnago, junto a superintendente de relacionamento com o Executivo, Laíne Meira e demais representantes do gabinete do ministro. Agendas com Fazenda e Meio Ambiente Ao longo dos últimos dias, a CNseg esteve ainda com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, apresentando dados do mercado segurador e destacando como o setor pode contribuir com as políticas públicas de cada Pasta. Além das soluções para mitigação de riscos climáticos, no encontro com o ministro Haddad, Dyogo Oliveira reforçou a necessidade de ampliação da oferta de seguro rural para o produtor, a importância de estimular o seguro de crédito como forma de aumentar as garantias e mitigar o risco para o consumidor. Hoje, o seguro rural tem pouca inserção devido à baixa subvenção do governo e quando há quebra de safra, como temos visto nos últimos anos, o prejuízo para o produtor é enorme, defendeu o presidente da CNseg. “O setor segurador tem um enorme interesse em debater esse tema para expandir a cobertura da área plantada no Brasil”, afirmou. O presidente da CNseg também defendeu à Fazenda que o Tesouro Nacional fizesse a emissão doméstica de green bonds garantindo que há demanda desse produto pelas Seguradoras. “Foi um encontro muito produtivo e que deixou uma lição de casa para fazer a partir desta conversa”, concluiu. No encontro com a ministra Marina Silva, o presidente da CNseg ressaltou o papel do setor segurador como um importante aliado do Ministério no enfrentamento e mitigação dos riscos climáticos. Na pauta da reunião, foram destacados os estudos que a Confederação está realizando para melhorar o banco de dados sobre localidades onde os incidentes climáticos se dão com mais frequência, além da proposta encabeçada pelo setor de um seguro social contra catástrofe. “A gente já tem capacidade de criar esse conhecimento, incorporar essas análises e continuar oferecendo o seguro para todo o país. Mas temos que trabalhar muito o conhecimento sobre os incidentes que acontecem no país. Além disso, o setor é importante e pode ser uma parte da solução [para mitigação climática]. Inclusive, estamos com uma proposta política dentro da agenda do seguro social de catástrofes. O Brasil hoje tem uma reação às catástrofes bastante frágil, bem debilitada e cara, e ao final não atende as pessoas, não atende a infraestrutura e não resolve o problema”, afirmou Dyogo. COP 30 O ministro Alexandre Padilha recebeu com entusiasmo as informações de que a CNseg terá uma participação robusta durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP 30. Dyogo Oliveira apresentou o projeto da Casa do Seguro, que será instalada em Belém (PA), e deixou o convite para que representantes do governo possam participar dos eventos e seminários que farão parte da extensa agenda prevista durante a COP30, em novembro. COMPARTILHE Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil • 01/07/2025 COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia • 26/06/2025 Do compromisso à prática: como as seguradoras podem ajudar a construir um futuro mais sustentável? • 24/06/2025 Plano de transformação ecológica do Brasil: avanços, desafios e o papel do mercado de seguros • 30/05/2025 Do Big Data à Inteligência Artificial: seguradoras aceleram inovação para enfrentar o clima imprevisível no Brasil • 13/05/2025 Casa do Seguro insere setor no centro das discussões sobre a crise climática • 08/05/2025 COP30: CNseg inicia Ciclo de Diálogos Institucionais da Casa do Seguro • 28/04/2025 Como as seguradoras atuam antes, durante e após uma tragédia climática? • 24/04/2025 Mudanças climáticas: quais são os desafios do setor de seguros? • 17/04/2025 Casa do Seguro marca posição do setor frente às mudanças climáticas, diz presidente da Allianz • 15/04/2025
CNseg apresenta projetos do setor segurador para mitigação de riscos climáticos à ministra Marina Silva

07/02/2025 O setor segurador pode ser um importante aliado do Ministério de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) no enfrentamento e mitigação dos riscos climáticos, afirmou a ministra Marina Silva em reunião nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, em Brasília, com o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira. Na reunião, entre os temas apresentados pela CNseg, Dyogo destacou os estudos que a Confederação está realizando para melhorar o banco de dados sobre localidades onde os incidentes climáticos se dão com mais frequência, além da proposta encabeçada pelo setor de um seguro social contra catástrofe. “A gente já tem capacidade de criar esse conhecimento, incorporar essas análises e continuar oferecendo o seguro para todo o país. Mas temos que trabalhar muito o conhecimento sobre os incidentes que acontecem no país. Além disso, o setor é importante e pode ser uma parte da solução [para mitigação climática]. Inclusive, estamos com uma proposta política dentro da agenda do seguro social de catástrofes. O Brasil hoje tem uma reação às catástrofes bastante frágil, bem debilitada e cara, e ao final não atende as pessoas, não atende a infraestrutura e não resolve o problema”, afirmou. Para a ministra, o governo federal vem dialogando com diversos atores do setor produtivo para somar esforços para diminuição dos frequentes problemas causados pelas mudanças climáticas. Segundo Marina Silva, iniciativas como as apresentadas pelo setor segurador podem auxiliar, haja vista que a Pasta vem trabalhando para a criação de um novo marco legal para emergência climática, que deve reunir diversos esforços interinstitucionais para mapear regiões que são frequentemente atingidas por incidentes climáticos. Na reunião, que contou com a presença do secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, também estiveram presentes o diretor de relações institucionais da CNseg, Esteves Colnago, o diretor interino de Sustentabilidade, Alexandre Leal e do superintendente executivo de Gabinete, Gustavo Brum e demais representantes do gabinete ministerial. COP 30 Durante o encontro também houve espaço para a apresentar à ministra as iniciativas da CNseg durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP 30, onde foi apresentada a “Casa do Seguro”, que será instalada em Belém (PA). O projeto inovador faz parte da estratégia da CNseg de posicionar o setor como um ator fundamental na busca de soluções para os problemas relacionados ao clima. A Casa promoverá a conexão empresarial do mercado de seguros com outros setores econômicos e será um ponto de convergência para discussões sobre o papel do mercado segurador na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis e conectará agentes públicos, privados e da sociedade civil. COMPARTILHE Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil • 01/07/2025 COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia • 26/06/2025 Do compromisso à prática: como as seguradoras podem ajudar a construir um futuro mais sustentável? • 24/06/2025 Plano de transformação ecológica do Brasil: avanços, desafios e o papel do mercado de seguros • 30/05/2025 Do Big Data à Inteligência Artificial: seguradoras aceleram inovação para enfrentar o clima imprevisível no Brasil • 13/05/2025 Casa do Seguro insere setor no centro das discussões sobre a crise climática • 08/05/2025 COP30: CNseg inicia Ciclo de Diálogos Institucionais da Casa do Seguro • 28/04/2025 Como as seguradoras atuam antes, durante e após uma tragédia climática? • 24/04/2025 Mudanças climáticas: quais são os desafios do setor de seguros? • 17/04/2025 Casa do Seguro marca posição do setor frente às mudanças climáticas, diz presidente da Allianz • 15/04/2025
CNseg lança a Casa do Seguro para a COP30, em Belém

12/12/2024 Espaço vai promover discussões sobre agenda do clima e terá keynote speaker internacional. Com o compromisso de apresentar soluções de seguros pensadas para a mitigação dos efeitos da transição climática e servir como uma plataforma para a promoção da agenda climática no setor, a Confederação Nacional das Seguradoras anuncia a Casa do Seguro. O projeto inovador faz parte da agenda da CNseg de posicionar o setor como um ator fundamental na busca de soluções para os problemas relacionados ao clima durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em novembro, em Belém. A Casa promoverá a conexão empresarial do mercado de seguros com outros setores econômicos e será um ponto de convergência para discussões sobre o papel do mercado segurador na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis e conectará agentes públicos, privados e da sociedade civil. Dentre as atividades promovidas na Casa, destacam-se os debates e painéis temáticos do setor de seguros; os fóruns multissetoriais, em parceria com organizações e entidades setoriais; as reuniões bilaterais; a demonstração de produtos e serviços; e apresentações culturais. Em comum, elas atuarão nos sete eixos temáticos: proteção social e de investimentos, finanças sustentáveis, infraestrutura resiliente, inteligência climática, seguros & agronegócio, seguros na expansão da frota verde brasileira e seguros para o desenvolvimento industrial sustentável. A Casa do Seguro terá 1,6 mil m² de área útil, divididos entre plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais. A iniciativa também refletirá o compromisso da CNseg com a sustentabilidade e a governança climática. Seu conceito foi fundado nas bases dos selos Evento Neutro e Resíduo Zero e no consumo de energia eficiente, além de contar com cenografia sustentável. O espaço também promoverá iniciativas de responsabilidade social com a comunidade local e utilizará mão de obra local e inclusiva. Para o presidente da CNseg, o mercado segurador é um agente-chave na transição para uma economia mais verde e resiliente. “A Casa do Seguro será uma vitrine do nosso papel como facilitadores de inovação e mitigadores de riscos climáticos, reforçando nosso compromisso com o futuro sustentável do planeta”, destaca. A COP30 reunirá líderes mundiais, organizações internacionais e a sociedade civil para discutir os próximos passos no enfrentamento da crise climática global. A Conferência representa uma oportunidade histórica para o Brasil reafirmar seu papel de liderança nas negociações sobre mudanças climáticas e sustentabilidade global. “A Casa do Seguro promete ser uma das iniciativas mais emblemáticas do evento, colocando o Brasil e o mercado segurador no centro das soluções para os desafios do século XXI”, disse Dyogo Oliveira. COMPARTILHE Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil • 01/07/2025 COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia • 26/06/2025 Do compromisso à prática: como as seguradoras podem ajudar a construir um futuro mais sustentável? • 24/06/2025 Plano de transformação ecológica do Brasil: avanços, desafios e o papel do mercado de seguros • 30/05/2025 Do Big Data à Inteligência Artificial: seguradoras aceleram inovação para enfrentar o clima imprevisível no Brasil • 13/05/2025 Casa do Seguro insere setor no centro das discussões sobre a crise climática • 08/05/2025 COP30: CNseg inicia Ciclo de Diálogos Institucionais da Casa do Seguro • 28/04/2025 Como as seguradoras atuam antes, durante e após uma tragédia climática? • 24/04/2025 Mudanças climáticas: quais são os desafios do setor de seguros? • 17/04/2025 Casa do Seguro marca posição do setor frente às mudanças climáticas, diz presidente da Allianz • 15/04/2025