Como as finanças sustentáveis podem transformar o setor de seguros no Brasil?

17/10/2025 O setor de seguros no Brasil passa por uma transformação significativa ao incorporar os critérios ESG — que significam Ambiental, Social e Governança — como estratégia para construir um futuro baseado nos princípios da economia verde. Por meio das finanças sustentáveis, as empresas do segmento estão adaptando seus produtos, modelos de precificação e operações para mitigar os riscos climáticos e sociais, ao mesmo tempo em que fomentam a inovação e ampliam o acesso à proteção para diferentes públicos. A “Casa do Seguro”, iniciativa coordenada pela CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), destaca essa integração como fundamental para fortalecer o papel do setor na construção de uma economia resiliente. Diversos líderes do mercado têm mostrado na prática como suas companhias incorporam os critérios ESG em suas estratégias e operações, revelando um esforço que vai desde a redução das emissões de gases de efeito estufa até o desenvolvimento de seguros que promovem a inclusão social e apoiam a transição energética. Os critérios ESG funcionam como eixo central na estratégia da Brasilseg, diz Raquel Gaudêncio, superintendente-executiva de Planejamento Estratégico, VMO, Governança Corporativa e Sustentabilidade. “Temos trabalhado para integrar os critérios ESG de forma transversal em todas as decisões do negócio. Isso significa olhar para os impactos ambientais, sociais e de governança desde a definição de políticas e investimentos até o desenvolvimento de produtos e processos”, afirma. Raquel destaca a governança de riscos climáticos e sociais alinhada a padrões rigorosos, como “IFRS S1 e S2, TCFD e Circular SUSEP nº 666/2022,” que proporcionam transparência e aderência às melhores práticas internacionais. A executiva também cita a inovação em produtos focados na sustentabilidade, como “o projeto de seguro vinculado à agricultura regenerativa, que usa dados científicos e critérios de sustentabilidade para avaliar riscos e oferecer condições mais justas aos produtores.” No Grupo Bradesco Seguros, as práticas ESG também estão incorporadas nas decisões estratégicas e na criação de produtos. “Isso se reflete na oferta de previdências com selo ESG, seguros econômicos direcionados à inclusão financeira e assistências com foco ambiental”, diz Valdirene Soares Secato, diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade da seguradora. Ela enfatiza a adaptação às soluções feitas para cobrir os impactos das mudanças climáticas, com coberturas específicas para eventos extremos. “Nosso objetivo é ampliar o acesso à proteção e contribuir para um futuro mais sustentável”, afirma. Na AXA Brasil, o ESG evoluiu de um tema paralelo para uma prioridade estratégica. “Publicamos recentemente nosso primeiro Relatório de Sustentabilidade, seguindo as diretrizes do GRI [Global Reporting Initiative, organização internacional que desenvolve os padrões de relatórios de sustentabilidade] e em conformidade com a Circular 666 da Susep, demonstrando nosso compromisso e transparência”, diz Alexandre Campos, vice-presidente de RH, Jurídico, Compliance e ASG da AXA. Campos aponta iniciativas concretas, como a redução de 13% nas emissões de gases de efeito estufa, resultado obtido pela migração da frota corporativa para veículos híbridos e o aumento da eficiência energética. Além disso, o executivo da AXA explica que os produtos e serviços são continuamente adaptados para fortalecer cadeias de negócios sustentáveis ​​e apoiar a transição climática em políticas de governança, inclusão e diversidade estratégicas para o engajamento social e representatividade interna. Seguindo essa tendência global, a Marsh McLennan tem critérios ESG integrados por meio de metas claras e soluções inovadoras. “Nosso processo de Gerenciamento de Riscos Empresariais (ERM) inclui a discussão sobre riscos ESG e planos de resiliência para eventos climáticos”, conta Marcos Mello, diretor da Marsh Advisory. Em 2024, a companhia firmou compromissos ambiciosos com a “Science Based Targets Initiative” (SBTi), emissões líquidas zero até 2050 e uma redução significativa no curto prazo. Entre as ações estão a minimização do consumo de água e a promoção da reciclagem. Mello comenta ainda a parceria para ajudar clientes do setor de transporte a compensar suas emissões de carbono com base na metodologia de créditos calculados a partir de trajetória de trajetos e meios de transporte. Essas ferramentas, combinadas com soluções de segurança, permitem a construção de planos de resiliência climática robustos e fundamentados em dados. Outro exemplo vem da Tokio Marine, que reforça a sua agenda ESG com o selo “Tokio ESG” e iniciativas alinhadas às diretrizes globais do grupo. “Desenvolvemos produtos que apoiam a economia descarbonizada e adotamos uma postura restritiva contra projetos com impactos socioambientais negativos”, afirma André Cordeiro, superintendente de estratégia de mercado, qualidade e ESG da companhia. Ele destaca ainda o lançamento do Tokio Marine GX (TMGX), uma plataforma global dedicada a seguros e gestão de riscos para negócios focados na transição energética. Precificação em transformação A incorporação dos critérios ESG alterou os modelos de precificação do setor, que agora incorporam os riscos climáticos e sociais de forma mais sofisticada. No Grupo Bradesco Seguros, o uso de inteligência de dados e ferramentas preditivas auxiliam na antecipação de cenários e na adequação dos preços, sem limitar o acesso à proteção. A Porto também intensificou a avaliação dos riscos ambientais e sociais, principalmente para seguros de carros e residências. “Os riscos como enchentes e vendas vão aumentando, o que afeta diretamente o custo dos seguros. Por isso, usamos modelos que compartilham o clima e a localização dos clientes para definir preços justos”, explica Viviane, representante da empresa. Ela destaca que o Porto foi pioneira entre as seguranças brasileiras a medir as emissões de carbono ligadas às seguranças, usando uma metodologia internacional chamada PCAF (Partnership for Carbon Accounting Financials). Isso ajuda a entender melhor como os riscos ambientais impactam os ativos segurados. Alexandre Campos, da Axa, destaca que a ESG não se restringe à precificação, mas abrange todo o ciclo do seguro — da subscrição à gestão de sinistros. “Consideramos impactos de eventos climáticos extremos, vulnerabilidades sociais e riscos emergentes, como cibersegurança, para precificar de forma justa e incentivar a mitigação por parte dos clientes.” Ele também aponta práticas seguras na regulação de sinistros, como a preferência por reparos e o uso de peças recondicionadas. Para Cordeiro, da Tokio Marine, a busca por uma visão integrada amplia o conceito tradicional de risco ao contemplar fatores ambientais, sociais e de governança,

BB Seguros intensifica sua presença na COP30 com chegada estratégica à Casa do Seguro

17/10/2025 Como uma das empoderadoras da Casa do Seguro, a BB Seguros reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e a inovação no setor de seguros. Como a maior empresa do mercado segurador do país e a principal responsável pela proteção do agronegócio, reconhecemos a importância da agenda climática e nos dedicamos a promover práticas que minimizem os impactos ambientais, garantindo a proteção e a resiliência da sociedade e, principalmente, do setor agrícola.  Com sua atuação consolidada como líder no seguro rural – detendo 63,8% de participação no mercado de proteção ao campo – a companhia chega a Belém para mostrar como seguros não são apenas instrumentos de proteção financeira, mas alavancas essenciais para resiliência climática. Na COP30, a BB Seguros, através da Brasilseg, empresa da Holding, apresentará um projeto piloto de seguro regenerativo, desenvolvido em parceria com a agtech Produzindo Certo, integrando o Consórcio Reg.IA. O modelo oferece condições diferenciadas para produtores rurais que adotam práticas regenerativas validadas, como manejo adequado do solo, cobertura vegetal e práticas de sequestro de carbono. Essa iniciativa não só reduz perdas e aumenta a resiliência, mas cria espaço concreto para soluções de seguro mais justas e eficientes, contribuindo para a transição do agro brasileiro para uma economia de baixo carbono. A companhia destaca ainda seu papel de indutora de inovação e transformação no setor segurador: investe continuamente em tecnologias, permitindo monitoramento preditivo de riscos climáticos e maior precisão na subscrição e precificação de seguros. Com essas ferramentas, é possível reconhecer boas práticas regenerativas, recompensar o produtor e, ao mesmo tempo, ampliar a proteção do setor frente a eventos extremos. A BB Seguros também reforça seu compromisso ESG, integrando critérios ambientais, sociais e de governança na avaliação de riscos, desenvolvimento de produtos e relacionamento com clientes e parceiros. A empresa acompanha de perto suas emissões e riscos segurados, aplica modelos climáticos e geoespaciais avançados e promove soluções que incentivam práticas sustentáveis, como o Seguro Floresta de Preservação e seguros para energias renováveis Além de apresentar soluções inovadoras, a companhia atua em consórcios, fóruns e parcerias técnicas, contribuindo para políticas públicas e para a criação de instrumentos que incentivem práticas regenerativas e mitigação de riscos. A participação na COP30 reforça que o seguro é uma ferramenta estratégica de gestão de riscos climáticos, capaz de transformar desafios em oportunidades, proteger cadeias produtivas e fortalecer a economia de baixo carbono. Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro está situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores –Allianz, AXA, BB Seguros, Bradesco Seguros, Caixa Seguridade, MAPFRE, Marsh McLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine –  a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais.  COMPARTILHE BB Seguros intensifica sua presença na COP30 com chegada estratégica à Casa do Seguro • 17/10/2025 Ministérios das Cidades e da Agricultura reforçam parceria com setor segurador para ampliar proteção, em virtude das mudanças climáticas • 16/10/2025 Mudanças climáticas desafiam a saúde humana e o equilíbrio do setor de seguros • 16/10/2025 Setor de seguros se reinventa e assume liderança global na agenda climática, destaca presidente da COP30 • 09/10/2025 Embaixador André Correa do Lago abre evento Pré-COP30 em Brasília • 08/10/2025 Como o seguro pode ser aliado na inclusão financeira da população? • 02/10/2025 Seguradoras marcam presença nos Pavilhões Brasil da COP30 com painéis sobre riscos climáticos e resiliência • 01/10/2025 CNseg promove Pré-COP30 em Brasília para debater o papel do seguro na agenda climática • 01/10/2025 CNseg inicia construção da Casa do Seguro para a COP30 em Belém • 18/09/2025 Como a tecnologia tem sido usada pelas empoderadoras na precificação do risco • 11/09/2025

Ministérios das Cidades e da Agricultura reforçam parceria com setor segurador para ampliar proteção, em virtude das mudanças climáticas

16/10/2025 Durante a 6ª Reunião do Ciclo de Diálogos Institucionais da Casa do Seguro, realizada em Brasília (DF), representantes dos Ministérios das Cidades e da Agricultura debateram, junto aos principais executivos de sustentabilidade em seguros do país, sobre os desafios para a proteção social e investimentos em face das mudanças climáticas e seus impactos socioeconômicos nas localidades urbanas e rurais. O secretário executivo do Ministério das Cidades (MC), Hailton Madureira de Almeida, falou dos desafios da transição climática e o papel do setor de seguros na proteção social e nos investimentos. Coube ao Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Guilherme Campos, a discussão sobre os impactos dos eventos climáticos para o setor agrícola e o papel do seguro na proteção da produção rural brasileira. Guilherme Campos enfatizou aos representantes do setor alguns pontos que o MAPA destaca como desafios para a gestão de riscos climáticos. Dentre eles: A previsibilidade na execução orçamentária do Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR); Ampliação da dispersão das apólices do PSR e apresentação de produtos personalizados para cada perfil de risco; Aperfeiçoamento da rede de peritos e corretores para o público rural; Expansão de novos produtos (paramétrico e catástrofes); Aprimoramento das validações socioambientais dos riscos e monitoramento das áreas rurais seguradas. Para o secretário do MAPA, o diálogo com o setor segurador pode atender a algumas demandas do próprio governo federal. “O mundo está mudando, o clima está mudando. E cada vez mais é necessário que nós tenhamos instrumentos para fazer esse enfrentamento. O setor público e o setor privado têm que andar juntos nesse propósito. E, no caso da agricultura, é fundamental que o seguro seja olhado de uma maneira cada vez mais necessária. Nós, do MAPA, estamos em busca de alternativas, de novos processos que venham dar mais segurança para o produtor rural. E isso só vai acontecer em parceria com o setor privado”, destacou. Já o secretário executivo do Ministério das Cidades apresentou os principais riscos provocados pela crise climática e as políticas às quais o setor segurador pode se atentar: Risco de fragilização do direito à cidade, em virtude do mau planejamento para o enfrentamento das mudanças climáticas; Aumento do risco de precariedade e inadequação habitacional; Risco de redução da qualidade do serviço e do acesso a saneamento básico, além do baixo investimento nesta área. Em apoio ao interesse do setor para melhoria das cidades, o representante do Ministério das Cidades reforçou que o debate e a parceria com integrantes do mercado segurador não se restrinjam apenas ao enfrentamento climático, mas ao desenvolvimento do país. “A realidade hoje no Brasil é que há mudança climática, não é? Mudou a realidade das cidades: estas estão sofrendo com chuvas intensas, calor intenso, seca intensa, e nossas cidades não estão se preparando para esse novo mundo. E para elas conseguirem isso, há um debate importante: o quanto que o mercado segurador pode ajudar as cidades a estarem preparadas, a estarem seguradas no momento de uma calamidade, de uma chuva muito intensa. Então, há um debate importante aqui, entre Ministério das Cidades e mercado segurador, de como nós podemos tornar as cidades protegidas quando acontecer uma calamidade. E a gente vai continuar esse diálogo nos próximos meses”, informou. Continuidade do Diálogo O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, reforçou durante a reunião a importância de o governo federal se fazer presente com o setor segurador para ampliar os formatos para previsibilidade de incidentes em virtude do clima, especialmente em um ano em que se promove a principal Conferência Climática do Mundo, a COP30. “As duas pastas do governo federal aqui presentes têm similaridade com o setor de seguros para a previsibilidade de problemas oriundos do clima, pois impactam toda a sociedade produtiva do país. Portanto, é de suma importância que estejamos avançando nessa parceria de temas e ampliando formas de desenvolver a cidade e o campo”, lembrou. A diretora de sustentabilidade da CNseg, Claudia Prates, enfatizou que o diálogo proposto no encontro promove o que vem sendo aplicado dentro do Plano de Desenvolvimento do Mercado Segurador (PDMS). “Levar o seguro acessível para comunidades e regiões mais afetadas por mudanças do clima nas cidades é um desses pilares do Plano. Além, é claro, de encontrar formas de ampliar as áreas de cultivo dos alimentos nas localidades rurais e evitar prejuízos. Estes são planejamentos que podem não só ampliar o mercado, mas ajudar a desenvolver e gerar segurança para a sociedade brasileira”, destacou. A COP30 e o papel do setor de seguros A COP30 constitui um momento ímpar para demonstrar o protagonismo do país na agenda climática global. Para o mercado segurador, a Conferência é uma oportunidade para o setor reafirmar seu papel estratégico na proteção social e de investimentos, além de destacar suas contribuições na transição para uma economia resiliente e de baixo carbono. A CNseg, ao organizar a Casa do Seguro, busca reunir autoridades, representantes setoriais e de outros segmentos econômicos para debater desafios e estabelecer parcerias. Esse ambiente permitirá não apenas a discussão da pauta climática, mas também o intercâmbio de experiências e o lançamento de produtos e serviços. O mercado de seguros chega à COP30 com a responsabilidade de estabelecer um posicionamento inédito em relação ao seu compromisso com a sustentabilidade, particularmente com a agenda do clima. O objetivo central da CNseg é articular a presença do setor nos acordos e declarações resultantes da Conferência, sendo reconhecido como parte fundamental da solução para os desafios climáticos. Conheça a Casa do Seguro. Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro está situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores –Allianz, AXA, BB Seguros, Bradesco Seguros, Caixa Seguridade, MAPFRE, Marsh McLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine

Mudanças climáticas desafiam a saúde humana e o equilíbrio do setor de seguros

16/10/2025 CNseg encerra Jornada pré-COP30 com debate sobre os impactos do clima em vida e saúde “As mudanças climáticas já são uma questão de saúde pública. Elas afetam o ar, a água, o solo, os alimentos e até a estabilidade emocional das populações”, afirmou a professora Helena Mariko Ueno, da USP, durante o 5º e último workshop da série “Jornada do Setor de Seguros Rumo à COP30”, promovido pela CNseg no dia 15 de outubro, cujo tema foi “O impacto das mudanças climáticas em vida e saúde”. O encontro reuniu especialistas para discutir como o aquecimento global está transformando não apenas o campo da saúde, mas também a gestão de riscos e a sustentabilidade financeira das seguradoras. Saúde sob pressão do clima Em sua apresentação, Helena Ueno destacou evidências científicas e epidemiológicas que relacionam o desequilíbrio ambiental ao aumento de doenças e à deterioração das condições de vida. Ela explicou que o conceito de “saúde planetária” integra dimensões biológicas, sociais e ambientais, mostrando que o bem-estar humano depende diretamente da integridade dos ecossistemas. “Os desastres geram custos materiais, físicos e mentais. Investir em promoção da saúde significa reduzir gastos na assistência”, afirmou. A docente chamou atenção também para o aumento das doenças cardiovasculares, respiratórias e infecciosas em razão do calor extremo e da degradação ambiental, além dos efeitos sobre a saúde mental das populações atingidas por eventos climáticos severos. “O clima já está redefinindo os nossos riscos” O atuário e consultor independente Bráulio Melo abordou a perspectiva econômica e financeira das mudanças climáticas, destacando que o fenômeno já impacta diretamente o desempenho das seguradoras. “O clima hoje já está redefinindo os nossos riscos, ele já está influenciando os resultados e o balanço das seguradoras”, afirmou. Melo lembrou que as perdas globais seguradas por eventos climáticos ultrapassam US$ 120 bilhões por ano, com crescimento anual de até 10%, enquanto cerca de 60% das perdas econômicas continuam sem cobertura de seguro. “O inesperado já passou a fazer parte do cenário possível. Antes era improvável, agora é cada vez mais provável”, completou. Dados climáticos como ferramenta de prevenção O consultor líder da ERM Brasil, Danilo Gurdos, destacou que as mudanças climáticas deixaram de ser uma questão distante para o setor de seguros de vida e saúde. Ele citou estudos recentes que mostram o impacto direto do calor extremo, da poluição e de doenças sensíveis ao clima, como dengue e zika, sobre as taxas de mortalidade e morbidade. “A ciência é unânime: as mudanças climáticas deixaram de ser um risco ambiental e passaram a ser determinantes de saúde”, afirmou. Para Gurdos, o setor deve adotar uma cultura de antecipação, usando dados climáticos para agir antes dos sinistros: “Agir antes também é parte da cura. A adaptação em saúde e vida reduz sinistros e salva vidas.” Setor de seguros como instrumento de adaptação climática O sócio da ERM Brasil, Guilherme Teixeira, reforçou a necessidade de integrar o risco climático às estratégias das seguradoras, destacando o papel do seguro na proteção de pessoas e empresas diante da nova realidade ambiental. “Ainda que a gente perceba mudanças já no presente, isso tem um impacto mais de longo prazo nas atividades de subscrição e no papel de prevenção, especialmente quando falamos de vida e saúde”, afirmou. CNseg mira a COP30 O gerente de Sustentabilidade da CNseg, Pedro Werneck, ressaltou que a série de webinars teve como objetivo fortalecer o papel do setor na agenda climática global: “Ainda que no curto prazo o impacto das mudanças climáticas em vida e saúde pareça menos material, no longo prazo ele tem um potencial de transformar também a realidade de negócios das empresas.” Werneck destacou ainda que a CNseg busca incluir o setor de seguros de forma explícita no documento final da COP30, reconhecendo-o como instrumento essencial das finanças climáticas e da adaptação social frente às mudanças do clima. Com o webinar de 15 de outubro, a CNseg concluiu a série “Jornada do Setor de Seguros Rumo à COP30”, reafirmando o compromisso do setor com a construção de uma economia mais sustentável e resiliente. Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro está situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores –Allianz, AXA, BB Seguros, Bradesco Seguros, Caixa Seguridade, MAPFRE, Marsh McLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine –  a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais.  COMPARTILHE Mudanças climáticas desafiam a saúde humana e o equilíbrio do setor de seguros • 16/10/2025 Setor de seguros se reinventa e assume liderança global na agenda climática, destaca presidente da COP30 • 09/10/2025 Embaixador André Correa do Lago abre evento Pré-COP30 em Brasília • 08/10/2025 Como o seguro pode ser aliado na inclusão financeira da população? • 02/10/2025 Seguradoras marcam presença nos Pavilhões Brasil da COP30 com painéis sobre riscos climáticos e resiliência • 01/10/2025 CNseg promove Pré-COP30 em Brasília para debater o papel do seguro na agenda climática • 01/10/2025 CNseg inicia construção da Casa do Seguro para a COP30 em Belém • 18/09/2025 Como a tecnologia tem sido usada pelas empoderadoras na precificação do risco • 11/09/2025 Qual é o futuro do seguro rural no Brasil diante das mudanças climáticas? • 08/09/2025 Seguradoras criam hubs climáticos para enfrentar as mudanças climáticas • 08/09/2025

Setor de seguros se reinventa e assume liderança global na agenda climática, destaca presidente da COP30

09/10/2025 “A sustentabilidade, as mudanças climáticas e a construção de um mundo mais resiliente são temas cada vez mais presente no dia a dia, nas decisões das empresas, dos consumidores, das famílias e dos investidores. E o setor de seguros não poderia continuar alijado dessas discussões.” A afirmação do presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, abriu o evento Pré-COP30 – A Casa do Seguro, realizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em 8 de outubro, em Brasília, reunindo autoridades governamentais, lideranças setoriais, executivos de sustentabilidade, parlamentares e representantes do Terceiro Setor para debater o papel estratégico do mercado de seguros no enfrentamento às mudanças climáticas. O encontro apresentou a agenda climática do setor segurador brasileiro e os eixos centrais que guiarão a programação de conteúdo da Casa do Seguro, espaço da CNseg que representará o mercado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), em novembro de 2025. O seguro como ator principal no enfrentamento climático Em sua fala, Dyogo ressaltou que o setor segurador, historicamente afastado do debate climático, precisa assumir o protagonismo que lhe cabe. “O seguro é um dos setores mais impactados pelas mudanças climáticas, mas também aquele que pode oferecer as respostas mais concretas à sociedade”, afirmou. Ele lembrou que, globalmente, as perdas econômicas causadas por incidentes climáticos chegaram a US$ 368 bilhões em 2024, dos quais US$ 145 bilhões foram arcados pelo setor segurador. “O que não pode acontecer é o setor de seguros se acanhar, se diminuir dentro desse debate. Temos que nos colocar como um ator principal, um ator-chave”, completou. Entre as propostas apresentadas pela CNseg, estão a criação do Seguro Social de Catástrofe, voltado ao amparo de famílias atingidas por enchentes e secas; o estímulo à emissão de green bonds no Brasil; a ampliação do seguro rural; o desenvolvimento do Hub de Riscos Climáticos do setor de seguros, que reunirá dados e projeções sobre eventos extremos; e a taxonomia sustentável específica para o setor. E, por fim, o desenvolvimento de soluções baseadas na natureza. O protagonismo do Brasil e do setor de seguros O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, destacou o protagonismo do Brasil e a relevância inédita do setor segurador dentro das discussões globais sobre o clima. Ele elogiou a criação da Casa do Seguro, o espaço que a CNseg terá na COP30, em Belém, considerando-a um exemplo de engajamento do setor privado na agenda de sustentabilidade. Segundo Corrêa do Lago, o setor de seguros, tradicionalmente associado à prudência e à análise de dados históricos, está se reinventando diante da imprevisibilidade climática. “O seguro passa a ser um dos setores mais adiantados nessa discussão, justamente porque precisa prever o imprevisível”, observou. O embaixador também ressaltou a importância da COP30 como uma conferência de implementação, em que o foco deixa de ser apenas a assinatura de compromissos e passa a ser a execução de ações concretas. Ele afirmou que a presença de setores produtivos, como o de seguros, é essencial para transformar as metas climáticas em resultados efetivos. Corrêa do Lago destacou ainda que o Brasil tem condições de liderar essa agenda entre os países em desenvolvimento, atraindo investimentos e mostrando capacidade de adaptação diante dos eventos extremos que se multiplicam em todo o mundo. A educação como pilar da sustentabilidade O presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergílio, afirmou que a Casa do Seguro será o marco da inclusão definitiva do setor nas pautas ambientais e apresentou iniciativas da ENS alinhadas a essa agenda, como o Observatório de Desastres Climáticos, lançado recentemente, e programas educacionais voltados a riscos climáticos, ASG e seguro ambiental. Vergílio destacou o papel da educação e da pesquisa na construção de uma cultura de sustentabilidade no mercado segurador. “Nosso planeta também pode e deve contar com esse amigo invisível que é o seguro”, afirmou, em alusão ao papel social e protetivo do setor. A Casa do Seguro, que será inaugurada em Belém durante a COP30, funcionará como um espaço de diálogo, cooperação e lançamento de iniciativas que reforçam o compromisso do mercado segurador com a construção de um futuro mais resiliente e com a consolidação do Brasil como referência internacional na integração entre finanças, proteção e sustentabilidade. Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro está situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores –Allianz, AXA, BB Seguros, Bradesco Seguros, Caixa Seguridade, MAPFRE, Marsh McLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine –  a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais.  COMPARTILHE Mudanças climáticas desafiam a saúde humana e o equilíbrio do setor de seguros • 16/10/2025 Setor de seguros se reinventa e assume liderança global na agenda climática, destaca presidente da COP30 • 09/10/2025 Embaixador André Correa do Lago abre evento Pré-COP30 em Brasília • 08/10/2025 Como o seguro pode ser aliado na inclusão financeira da população? • 02/10/2025 Seguradoras marcam presença nos Pavilhões Brasil da COP30 com painéis sobre riscos climáticos e resiliência • 01/10/2025 CNseg promove Pré-COP30 em Brasília para debater o papel do seguro na agenda climática • 01/10/2025 CNseg inicia construção da Casa do Seguro para a COP30 em Belém • 18/09/2025 Como a tecnologia tem sido usada pelas empoderadoras na precificação do risco • 11/09/2025 Qual é o futuro do seguro rural no Brasil diante das mudanças climáticas? • 08/09/2025 Seguradoras criam hubs climáticos para enfrentar as mudanças climáticas • 08/09/2025

Embaixador André Correa do Lago abre evento Pré-COP30 em Brasília

08/10/2025 A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) promove, nesta quarta-feira à tarde (8/10), em Brasília, a “Pré-COP30 Casa do Seguro”, iniciativa que marca um avanço significativo na discussão sobre as mudanças climáticas no Brasil. O evento setorial antecede a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que será realizada, em novembro, na cidade de Belém (PA). O presidente da COP30, embaixador André Correa do Lago, e o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, farão a abertura do evento. Na sequência, o presidente da Escola de Negócios de Seguros (ENS), Lucas Vergílio, falará sobre a educação para um mundo mais seguro e sustentável. O primeiro painel vai trazer especialistas para tratar de “Seguros para soluções baseadas na natureza e agronegócio sustentável”. A discussão vai focar no papel estratégico do setor de seguros como aliado da produção rural, ao conciliar produtividade com conservação ambiental — tema crucial diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela necessidade de sustentabilidade crescente no agronegócio brasileiro. Neste painel, especialistas e representantes do setor vão debater como os seguros podem ser efetivos para a adoção de práticas agrícolas sustentáveis, por meio da viabilização de investimentos em soluções baseadas na natureza e do aprimoramento da gestão de riscos climáticos. Tais mecanismos envolvem, entre outras ações, a recuperação de áreas degradadas e a preservação de ecossistemas naturais, fundamentais para a manutenção de soluções de biodiversidade e do equilíbrio ambiental, garantindo uma produção rural mais resiliente e sustentável a longo prazo. O setor de seguros, reconhecido por sua capacidade de cobrir riscos, tem um potencial significativo para fomentar a adoção de práticas ambientais responsáveis no campo, atuando como indutor da transformação do agronegócio diante dos impactos climáticos. O painel também abordará a importância de criar sinergias entre inovação tecnológica, políticas públicas inclusivas e instrumentos financeiros específicos, que, juntos, podem fortalecer o desenvolvimento do agro no Brasil de forma estruturada e sustentável. Esse painel contará com palestrantes de destaque, trazendo diferentes perspectivas sobre o tema. São eles: Érico Rocha, coordenador-geral de Meios de Implementação da Secretaria Nacional de Mudanças Climáticas do MMA; Guilherme Bastos, coordenador da FGV Agro; e Ricardo Sassi, diretor da Sociedade Rural Brasileira (SRB). A moderação ficará a cargo de Fátima Lima, presidente da CIASG/CNseg. Na sequência, o painel “Infraestrutura resiliente e proteção de investimentos” reunirá especialistas para discutir formas eficazes de incorporar a resiliência climática, desde as fases iniciais de planejamento até a execução de obras estratégicas, minimizando vulnerabilidades e fortalecendo a segurança dos investimentos envolvidos. Trata-se de uma abordagem fundamental diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos, que impõem novos desafios para a sustentabilidade e a continuidade dos empreendimentos de infraestrutura no país. Além disso, serão apresentados e debatidos diversos instrumentos de gestão de riscos, capazes de proteger projetos contra impactos climáticos adversos, contribuindo para a redução de perdas financeiras e sociais. Também serão abordados os caminhos para alinhar o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade ambiental, garantindo que esses grandes investimentos não sejam apenas viáveis, mas também protegidos e preparados para os desafios ambientais que se intensificarão no futuro. O debate contará com a participação de renomados especialistas da área, como Flavio Papelbaum, head de Soluções Imobiliárias e Regeneração Urbana do BNDES; Roque de Holanda Melo, CEO da Junto Seguros; e Roberto Guimarães, diretor de Planejamento e Economia da ABDIB. A moderação ficará a cargo de Esteves Colnago, diretor de Relações Institucionais da CNseg. O painel seguinte destacará o papel do setor de seguros na redução da vulnerabilidade socioeconômica, tendo em vista os impactos cada vez mais intensos das mudanças climáticas. Intitulado “Seguros como instrumento de proteção social”, o painel terá como foco as soluções inclusivas voltadas para as populações de baixa renda, as mais afetadas por eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. Nesse contexto, o debate buscará evidenciar como produtos de seguros acessíveis e inovadores podem funcionar como ferramentas essenciais de resiliência social, proporcionando amparo financeiro, estabilidade e segurança para famílias em situação de risco ambiental e econômico. O debate também enfatizará a importância de políticas públicas eficazes, parcerias estratégicas entre diferentes setores e a promoção da educação financeira para ampliar o acesso a esses instrumentos. Essa abordagem integrada visa fomentar a justiça climática e a inclusão social, garantindo que as populações mais vulneráveis possam se proteger contra os efeitos adversos das mudanças climáticas. O painel contará com a participação de especialistas renomados, incluindo Júlia Normande Lins, diretora técnica da Susep, Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, e Nicolás Morales, gerente regional para a América Latina e o Caribe da Microinsurance Network. O painel terá moderação do executivo Alexandre Leal, diretor Técnico, de Estudos e de Relações Regulatórias da CNseg. Por fim, o evento Pré-COP30 trará à luz como o setor financeiro pode acelerar a transição para uma economia de baixo carbono. Questões ligadas ao financiamento verde, aos investimentos em projetos sustentáveis e aos produtos financeiros que apoiam a descarbonização da economia brasileira estarão no centro do debate. O papel dos bancos, dos investidores e das seguradoras na mitigação dos riscos climáticos e no apoio a setores estratégicos em transformação serão alguns dos temas esperados. O fortalecimento dos critérios ESG, a transparência nas operações e a importância de políticas públicas que incentivem a alocação de recursos em iniciativas alinhadas às metas climáticas globais também serão assuntos abordados. O painel “Finanças Sustentáveis” promete apontar os caminhos concretos para integrar sustentabilidade às decisões financeiras. O painel terá a participação de Amaury Oliva, diretor-executivo de Sustentabilidade da Febraban; Cacá Takahashi, diretor da Anbima, Maria Netto, CEO do Instituto Clima e Sociedade (iCS), e Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda. A mediação será de Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da CNseg. Sobre a Casa do Seguro A Pré-COP30 é um “esquenta” para a “Casa do Seguro”, iniciativa inédita da CNseg que funcionará ao longo de toda a COP30, entre 10 e 21 de novembro, em Belém (PA). O espaço será um hub de conteúdo especializado, a conexão entre empresários e a promoção de negócios, com o objetivo de destacar o papel do setor de seguros na transição para uma economia de baixo

Como o seguro pode ser aliado na inclusão financeira da população?

02/10/2025 O mercado de seguros no Brasil tem apresentado crescimento consistente e está cada vez mais preparado para ampliar seu papel social, sobretudo em um país marcado pela informalidade e desigualdade. As seguradoras têm a oportunidade de contribuir significativamente para a inclusão financeira e a proteção de milhões de brasileiros, ao desenvolver soluções acessíveis e adaptadas às diversas realidades da população. Para Ivani Andrade, superintendente de Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros, “o setor segurador precisa democratizar o acesso aos produtos de seguro para ampliar sua atuação como instrumento de inclusão financeira e proteção social”. Ela ressalta que hoje, apenas 17% da população possui seguro de vida e menos de 8% da área plantada no país está coberta por seguro rural”. Esses dados, segundo Ivani, “mostram um grande déficit de proteção e revelam o potencial de crescimento e a responsabilidade do setor em alcançar mais pessoas”. Por isso, ela considera essencial simplificar as ofertas, modernizar os canais de atendimento e investir continuamente em educação financeira. André Cordeiro, superintendente de estratégia de mercado, qualidade e ESG da Tokio Marine, concorda que um dos principais desafios do nosso setor é a disseminação da cultura do seguro no Brasil, que precisa ser mais valorizada e fortalecida. “O seguro deve ser visto como um investimento estratégico — essencial para proteger as finanças e garantir a continuidade segura e eficiente dos negócios”. Cordeiro destaca que o mercado segurador tem um papel fundamental na promoção da inclusão financeira e proteção social, especialmente em um país com grande diversidade socioeconômica como o Brasil. Maurício Masferrer, diretor-executivo de Negócios Corporativos da Allianz Seguros e Managing Director da Allianz Commercial Brasil, reforça que o mercado de seguros, por sua própria essência, já é uma ferramenta de inclusão financeira e de proteção social. Para ele, o seguro “oferece estabilidade diante de imprevistos e reduz vulnerabilidades tanto para famílias quanto para empresas”. Para ampliar esse papel, Masferrer acredita ser “fundamental torná-lo mais acessível, com produtos que cheguem a diferentes camadas da população e que atendam necessidades específicas de forma simples e transparente”. Políticas Públicas O setor de seguros possui papel estratégico para ampliar o acesso da população de baixa renda a serviços que tragam proteção. Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto, destaca que “uma das formas é investir na oferta e configuração dos produtos de entrada, focados na inclusão securitária, não somente relacionados a seguro de automóvel, mas também seguro de vida, de residência, serviços de saúde e financeiros”. Luciano Calheiros, vice-presidente Comercial, Marketing e Experiência do Cliente da AXA, acrescenta que o seguro deve se conectar às agendas de políticas públicas em áreas como proteção social, microcrédito e educação financeira, atuando como complemento estratégico do Estado. “Essa colaboração pode ocorrer por meio da criação de produtos simples, acessíveis e de fácil contratação, distribuídos em parceria com governos e instituições locais”, diz Calheiros. Além disso, o setor contribui para a agenda de sustentabilidade do país ao oferecer soluções para riscos climáticos, especialmente em prevenção, análise e gestão de risco, apoiando a transição energética. Calheiros ressalta que dessa forma, o seguro protege populações vulneráveis de eventos extremos, amplia o acesso a mecanismos de resiliência financeira e fortalece a rede de proteção social da população. Pedro Farme, CEO da corretora de resseguros Guy Carpenter, destaca o papel relevante das Parcerias Público-Privadas (PPP) no setor. “Ao combinar o caráter assistencialista dos governos com a gestão eficiente do mercado, as PPPs criam mecanismos que levam proteção às pessoas, mitigam riscos, garantem cobertura em eventos climáticos e limitam a exposição do Estado, assegurando recursos para transação, impactos fiscais e incentivos adicionais”. Inovação A adoção de tecnologias no setor de seguros tem avançado de forma consistente, aumentando sua atratividade operacional e financeira. Inovações como inteligência artificial, análise preditiva de riscos, seguros paramétricos e modelos personalizados baseados em dados promovem ganhos em eficiência, controle e previsibilidade — elementos valorizados por investidores institucionais e de longo prazo. Com uma penetração de seguros baixa no Brasil (6,3% do PIB), o potencial de crescimento é grande, atraindo capital. No Grupo Bradesco Seguros, Ivani Andrade ressalta que “os princípios ambientais, sociais e de governança (ASG) são considerados tanto nos investimentos do grupo quanto na gestão dos recursos dos clientes que investem em previdência”. Ela destaca que “o portfólio inclui três previdências com a sigla ESG no nome, refletindo o compromisso de direcionar recursos para empresas responsáveis socioambientalmente e em governança”. Maurício Masferrer explica que, na Allianz, o NatCat Pricing Excellence utiliza modelagem avançada e dados georreferenciados para estimar com maior precisão as perdas causadas por desastres naturais. Essa iniciativa fortalece a sustentabilidade do portfólio e amplia o leque de coberturas para riscos antes mais desafiadores, como enchentes. Ele ainda destaca a ferramenta CARES (Climate Adaptation and Resilience Services), que “auxilia empresas na compreensão e gestão de riscos climáticos, oferecendo mapas interativos, relatórios, pontuações de risco para identificar localidades vulneráveis, recursos de autoavaliação e consultoria personalizada”. Segundo Masferrer, “o CARES é fundamental para proteger ativos e garantir a continuidade dos negócios diante das mudanças climáticas”. André Cordeiro relata que a Tokio Marine é pioneira no uso de inteligência artificial no mercado brasileiro, com um comitê multidisciplinar chamado Tokio Einstein, que reúne mais de 55 colaboradores para discutir ferramentas e modelos de IA aplicados em diversas áreas, governados pela área de TI e suportados pelo programa Tokio Inova. Ele destaca que “a companhia usa inteligência artificial para analisar a concentração histórica de eventos climáticos em regiões específicas e para apoiar a equipe de sinistros, agilizando a abertura e o pagamento de indenizações a segurados afetados”. Patrícia Coimbra ressalta que “a inovação é chave para atrair novos investidores” e destaca que a Porto apresenta soluções tecnológicas como o uso de inteligência artificial para otimizar processos, além da Oxigênio Aceleradora, que apoia startups e impulsiona a inovação no ecossistema. Ela afirma que a integração de canais digitais com atendimento humano, chamada ‘Humanicanalidade’, eleva a experiência do cliente e fortalece a posição da Porto no mercado, atraindo investidores e clientes. Em 2024, a Porto

Seguradoras marcam presença nos Pavilhões Brasil da COP30 com painéis sobre riscos climáticos e resiliência

01/10/2025 O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou nesta quinta-feira (25/09) o resultado da seleção de painéis que comporão a programação dos Pavilhões Brasil na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). Este é um dos mecanismos de participação do setor privado e da sociedade civil na cúpula da COP30, que ocorrerá em Belém (PA) de 10 a 21 de novembro.  Entre os destaques dessa lista estão propostas do setor segurador, que terá participação ativa nos debates, reforçando seu papel estratégico na construção de uma economia de baixo carbono e na adaptação às mudanças climáticas. As propostas foram avaliadas pelo Comitê Técnico dos Pavilhões Brasil, formado por representantes do MMA, Ministério das Relações Exteriores (MRE), Presidência da COP30, Casa Civil e outras pastas. O grupo recebeu aproximadamente 1.270 propostas, das quais 140 foram selecionadas. Esse número de inscrições reflete o interesse crescente da sociedade brasileira em participar da cúpula. Na COP28, em Dubai, foram 700 propostas; na COP29, em Baku, 500. O salto para a COP30 representa aumento de 81% em relação a Dubai e 154% em relação a Baku. A forte presença do setor segurador no processo simboliza a consolidação do tema climático como prioridade para as companhias. As seguradoras devem apresentar experiências ligadas à “inteligência climática”, uso de dados para gestão de riscos, resiliência de infraestruturas críticas e financiamento de soluções sustentáveis. Nos Pavilhões Brasil, elas terão espaço para dialogar com governos, empresas e sociedade civil sobre instrumentos que protegem populações vulneráveis, estimulam práticas empresariais sustentáveis e contribuem para reduzir perdas econômicas diante de desastres naturais. Na Zona Azul, dedicada à cooperação internacional e à implementação da NDC brasileira no âmbito do Acordo de Paris, o setor vai defender a relevância do seguro como ferramenta de mitigação e compartilhamento de riscos globais. Já na Zona Verde, voltada ao contexto doméstico e à execução do Plano Clima até 2035, as seguradoras apresentarão iniciativas de inovação em produtos e políticas de adaptação, com foco na proteção das cidades e no fortalecimento da infraestrutura resiliente. Os eventos nos Pavilhões Brasil ocorrerão entre 10h e 19h, com duração máxima de 60 minutos. Além disso, algumas propostas não selecionadas para a programação principal poderão integrar atividades autogestionadas na Zona Verde, ampliando ainda mais a presença da sociedade e do setor privado, incluindo seguradoras, na COP30. A confirmação final de painelistas e moderadores será realizada nas próximas semanas. O MMA também divulgará até 10 de outubro uma nova lista de cerca de 80 painéis da sociedade civil, contemplando iniciativas adicionais de alto nível e qualidade. Com sua presença ativa, as seguradoras reforçam que a transição climática não é apenas uma pauta ambiental, mas também de segurança econômica, social e de desenvolvimento sustentável. Propostas aprovadas: Zona Verde – 14/11: I Investimentos Sustentáveis: como os setores financeiro e de seguros contribuem para o financiamento da transição climática? – parceria CNseg, Febraban e Anbima. Zona Verde – 14/11: participação no painel da EY (Ernst & Young): ” Perdas Climáticas: Inteligência de dados a favor da mitigação, adaptação e implementação do Plano Clima”. Zona Azul – 20/11: “Inteligência climática como instrumento de mitigação e adaptação: contribuições para a implementação do Plano Clima” – proposta exclusiva da CNseg. Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro estará situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores –Allianz, AXA, BB Seguros, Bradesco Seguros, Caixa Seguridade, MAPFRE, Marsh McLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine –  a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais.  Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg; reuniões bilaterais; apresentação de produtos e serviços; e atividades culturais. Alguns eixos vão pautar a agenda da Casa do Seguro, como a proteção social e dos investimentos, as finanças sustentáveis, a infraestrutura resiliente, a inteligência climática, seguros & agronegócio, a descarbonização da frota brasileira e como os seguros podem auxiliar no desenvolvimento industrial mais sustentável. COMPARTILHE Mudanças climáticas desafiam a saúde humana e o equilíbrio do setor de seguros • 16/10/2025 Setor de seguros se reinventa e assume liderança global na agenda climática, destaca presidente da COP30 • 09/10/2025 Embaixador André Correa do Lago abre evento Pré-COP30 em Brasília • 08/10/2025 Como o seguro pode ser aliado na inclusão financeira da população? • 02/10/2025 Seguradoras marcam presença nos Pavilhões Brasil da COP30 com painéis sobre riscos climáticos e resiliência • 01/10/2025 CNseg promove Pré-COP30 em Brasília para debater o papel do seguro na agenda climática • 01/10/2025 CNseg inicia construção da Casa do Seguro para a COP30 em Belém • 18/09/2025 Como a tecnologia tem sido usada pelas empoderadoras na precificação do risco • 11/09/2025 Qual é o futuro do seguro rural no Brasil diante das mudanças climáticas? • 08/09/2025 Seguradoras criam hubs climáticos para enfrentar as mudanças climáticas • 08/09/2025

CNseg promove Pré-COP30 em Brasília para debater o papel do seguro na agenda climática

01/10/2025 A Confederação Nacional das Seguradoras, CNseg, realizará, no próximo dia 8 de outubro, em Brasília, o Pré-COP30, evento que representa um importante avanço nas discussões sobre mudanças climáticas no Brasil. A iniciativa antecede a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que ocorrerá em novembro em Belém (PA). O setor de seguros tem intensificado seu papel não apenas como mitigador de riscos diante do aumento da frequência e da intensidade dos desastres naturais, mas também como agente na promoção de políticas públicas e privadas voltadas para investimentos sustentáveis. Essa atuação estratégica ganha ainda mais relevância frente às crescentes incertezas regulatórias e às demandas sociais por responsabilidade socioambiental corporativa. Entre os temas centrais que serão debatidos por autoridades governamentais, parlamentares, lideranças setoriais, executivos de sustentabilidade do mercado segurador e representantes do terceiro setor no evento estão: Seguros para soluções baseadas na natureza e agronegócio sustentável Infraestrutura resiliente e proteção de investimentos Seguros como instrumento de proteção social Finanças sustentáveis   Entre as presenças confirmadas no evento estão Dyogo Oliveira, presidente da CNseg; Aloisio Lopes, secretário nacional de Mudança do Clima/MMA; Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda; Maria Netto, CEO do iCS; Venilton Tadini, presidente-executivo da ABDIB; Amaury Oliva, diretor-executivo de Sustentabilidade da Febraban; Esteves Colnago, diretor de Relações Institucionais da CNseg; Júlia Normande Lins, diretora técnica da SUSEP; Nicolás Morales, Cacá Takahashi, diretor da Anbima; Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da CNseg, entre outros executivos. Clique aqui e faça a sua inscrição Casa do Seguro Além de promover debates aprofundados, a Pré-COP30 servirá como plataforma para divulgar os eixos da programação da “Casa do Seguro”, idealizada pela CNseg para ser um hub estratégico de conteúdo, networking empresarial e geração de negócios, com o intuito de fortalecer o protagonismo do setor de seguros na transição para uma economia de baixo carbono. Com o apoio de seus empoderadores –Allianz, AXA, BB Seguros, Bradesco Seguros, Caixa Seguridade, MAPFRE, Marsh McLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine –  a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais.  O local contará com plenária para 100 pessoas, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, área de convivência e espaço para exposições artísticas e culturais. COMPARTILHE Mudanças climáticas desafiam a saúde humana e o equilíbrio do setor de seguros • 16/10/2025 Setor de seguros se reinventa e assume liderança global na agenda climática, destaca presidente da COP30 • 09/10/2025 Embaixador André Correa do Lago abre evento Pré-COP30 em Brasília • 08/10/2025 Como o seguro pode ser aliado na inclusão financeira da população? • 02/10/2025 Seguradoras marcam presença nos Pavilhões Brasil da COP30 com painéis sobre riscos climáticos e resiliência • 01/10/2025 CNseg promove Pré-COP30 em Brasília para debater o papel do seguro na agenda climática • 01/10/2025 CNseg inicia construção da Casa do Seguro para a COP30 em Belém • 18/09/2025 Como a tecnologia tem sido usada pelas empoderadoras na precificação do risco • 11/09/2025 Qual é o futuro do seguro rural no Brasil diante das mudanças climáticas? • 08/09/2025 Seguradoras criam hubs climáticos para enfrentar as mudanças climáticas • 08/09/2025