O que for decidido em Belém afetará o futuro de nossos filhos, diz Helder Barbalho sobre COP30

29/07/2025 A realização da COP30 em Belém será um ponto de virada histórica ao posicionar o Brasil como protagonista na agenda ambiental global, “uma oportunidade sem precedentes para demonstrar o potencial do país em áreas como energias renováveis e agricultura de baixo carbono” — setores considerados estratégicos para uma economia verde robusta e inclusiva. A avaliação é do governador do Pará, Helder Barbalho, durante a Expert XP, evento realizado em São Paulo na sexta-feira (25). A COP30 tem a expectativa de atrair entre 50 mil e 60 mil visitantes de 196 países em novembro deste ano na capital paraense, que será o epicentro dos debates globais sobre clima, sustentabilidade e desenvolvimento. Barbalho ressalta que os impactos da COP30 vão além das questões ambientais. “A COP impacta negócios, a geopolítica e, principalmente, a vida de cada cidadão. O que for decidido em Belém afetará o futuro dos nossos filhos”. Ao apresentar planos para transformar a região em uma referência internacional de inovação ambiental, o governador adianta que um dos principais legados da COP30 será a criação do primeiro centro de bioeconomia da região da Amazônia, inspirado no modelo do Vale do Silício. “[Vamos] construir o Vale da Biotecnologia da floresta, para nos posicionar com o ativo florestal como solução de sustentabilidade e economia verde”, diz. Em debate na Expert XP, que foi mediado por Rafael Furlanetti, Barbalho também destacou a importância de integrar a discussão ambiental aos desafios sociais e econômicos da Amazônia. “Pela primeira vez, a COP acontece com o pé no chão da floresta, levando em conta a realidade da população que vive sob a copa das árvores”, explicou, defendendo uma abordagem que privilegia a inclusão e o desenvolvimento regional. O governador reforça que o setor privado e a sociedade civil devem se engajar ativamente na conferência. “Acontecerá em Belém, no Pará, na Amazônia, mas precisa ser a COP do Brasil. Que a riqueza da floresta nos permitirá cuidar do planeta e dos brasileiros que vivem nela”. Setor de seguros no centro dos debates Nessa perspectiva, o mercado de seguros se destaca como agente fundamental para estratégias de adaptação e mitigação das mudanças climáticas. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) vai erguer na capital paraense a “Casa do Seguro”, projeto inovador concebido para posicionar o setor como peça-chave na oferta de soluções para a transição climática. “A Casa do Seguro será uma vitrine do nosso papel como facilitadores de inovação e mitigadores de riscos climáticos, reforçando nosso compromisso com o futuro sustentável do planeta”, pontua o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira. A Casa do Seguro pretende promover o diálogo entre o mercado de seguros e outros setores econômicos, fomentando a cooperação entre agentes públicos, privados e ampla participação da sociedade civil. Na programação estão previstos debates, fóruns com entidades setoriais e internacionais, reuniões bilaterais, apresentações de produtos e serviços, além de atrações culturais — abordando temas como proteção social e de investimentos, finanças, infraestrutura resiliente, inteligência climática, seguros para o agronegócio, descarbonização da frota e desenvolvimento industrial sustentável. Esse ambiente de cooperação e inovação reflete a missão central da COP30 em Belém: consolidar soluções ambientais e econômicas integradas, gerando benefícios concretos para a Amazônia, para o Brasil e para o futuro do planeta. Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro estará situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores – Allianz, AXA, MAPFRE, Marsh, Porto, Prudential, Tokio Marine e Marsh McLennann – a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais. Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg; reuniões bilaterais; apresentação de produtos e serviços; e atividades culturais. Alguns eixos vão pautar a agenda da Casa do Seguro, como a proteção social e dos investimentos, as finanças sustentáveis, a infraestrutura resiliente, a inteligência climática, seguros & agronegócio, a descarbonização da frota brasileira e como os seguros podem auxiliar no desenvolvimento industrial mais sustentável. COMPARTILHE O que for decidido em Belém afetará o futuro de nossos filhos, diz Helder Barbalho sobre COP30 • 29/07/2025 Esta década vai definir o futuro do clima: veja alertas de Paulo Artaxo • 23/07/2025 COP30 vai reposicionar Amazônia no debate do clima, diz presidente da Associação Comercial do Pará • 16/07/2025 Casa do Seguro: qual é a importância do espaço na COP30? • 15/07/2025 Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil • 01/07/2025 COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia • 26/06/2025 Do compromisso à prática: como as seguradoras podem ajudar a construir um futuro mais sustentável? • 24/06/2025 Plano de transformação ecológica do Brasil: avanços, desafios e o papel do mercado de seguros • 30/05/2025 Do Big Data à Inteligência Artificial: seguradoras aceleram inovação para enfrentar o clima imprevisível no Brasil • 13/05/2025 Casa do Seguro insere setor no centro das discussões sobre a crise climática • 08/05/2025
Esta década vai definir o futuro do clima: veja alertas de Paulo Artaxo

23/07/2025 “O risco climático está em tudo e não vai parar de crescer até 2050”, alerta Paulo Artaxo. Um dos maiores especialistas do país em ciências do clima, Artaxo é professor titular do Instituto de Física da USP, coordenador do Centro de Estudos Amazônia Sustentável e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Ele também é vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e referência no diálogo entre ciência e políticas públicas no Brasil. Com papel central na organização da COP30 — onde assessora diretamente as principais instituições científicas e de governo —, Paulo Artaxo tem sido categórico em suas falas públicas sobre como a atividade humana tem gerado impactos no planeta. “Mudamos a composição da atmosfera. Essa é a essência da mudança climática global e os reflexos disso reverberarão em todas as esferas da nossa sociedade”. Segundo o especialista, o agronegócio, carro-chefe da economia do país, “já sofre os efeitos de secas prolongadas e padrões anômalos de precipitação”, impactando a economia, a segurança alimentar e o próprio setor de seguros. Artaxo reforça a urgência: “Não há, hoje, qualquer dúvida de que a saúde humana e a saúde dos ecossistemas vão ser fortemente impactadas”. Para o físico, “a emergência climática exige uma mudança urgente no modelo socioeconômico, de forma a garantir uma sociedade verdadeiramente sustentável”. “Transformar crise em oportunidade será fundamental”, enfatiza, apontando o setor de seguros como protagonista na construção de resiliência e na proteção dos mais vulneráveis. Às vésperas da COP30, o cientista reforça: “A década atual vai definir o século. O futuro do clima, da economia e das populações mais vulneráveis está em jogo agora.” Veja, a seguir, entrevista completa do especialista para o projeto “Casa do Seguro”, iniciativa da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) que busca inserir o setor de seguros nas discussões relacionadas às mudanças climáticas. O senhor enfatiza que o setor de seguros é um dos mais suscetíveis às mudanças climáticas. Pode explicar por quê? Paulo Artaxo: O setor de seguros é um dos mais impactados porque eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes e imprevisíveis, dificultando a previsão de riscos e afetando intensamente áreas como saúde, propriedade e infraestrutura, todas diretamente conectadas aos seguros. Como sociedade e setor de seguros podem se adaptar a esse novo clima tão incerto? A adaptação precisa ser local. O Brasil é um país continental com vulnerabilidades distintas em cada município. Ferramentas como a plataforma “Adapta Brasil” — que mapeia riscos como enchentes — ajudam empresas e sociedade a se prepararem melhor para eventos extremos. Considerando essas transformações e desafios: como se adaptar? Cada indústria precisa se adaptar de maneira particular. Indústrias como energética, agronegócio e saúde já sofrem mudanças profundas, mais socioeconômicas que apenas climáticas. O modelo de negócios, inclusive dos seguros, terá que se reinventar diante de uma realidade incerta. E como proceder quando até séries históricas mudaram, dificultando análise de risco e precificação nos seguros? É um dilema. Tomando os EUA como exemplo: em estados como Califórnia e Flórida, o seguro residencial se tornou inviável devido a furacões e incêndios, colapsando o mercado imobiliário. Se o setor não se adaptar, veremos prejuízos gigantescos. A única saída é a adaptação. A ciência pode ajudar com soluções mais precisas para o setor de seguros? Sem dúvida! Hoje, com tecnologia como drones e mapeamento preciso de terrenos, é possível determinar riscos de forma sofisticada. O diálogo ciência-sociedade nunca foi tão próximo quanto atualmente. E como avançar economicamente nessas adaptações, indo além das grandes iniciativas para ações concretas? O curto prazismo é um problema. Precisa-se de estratégias de longo prazo — 10, 20 ou 50 anos — e não somente medidas imediatistas. O mercado de carbono, por exemplo, traz desde iniciativas de mitigação até questões complexas como o risco da não permanência do carbono sequestrado. Soluções como Carbon Capture and Storage (CCS) ou geoengenharia são viáveis atualmente? CCS e geoengenharia ainda são muito caras e apresentam riscos desconhecidos. A solução mais segura e eficaz é abandonar os combustíveis fósseis, investindo pesado em energia solar e eólica — áreas em que o Brasil tem enorme potencial, mas isso exige ação conjunta de governo e setor privado. Como vê o papel do Brasil no avanço das soluções climáticas? Devemos acelerar nossa transição energética e fortalecer o multilateralismo. Com grandes emissores – Índia, China, EUA – ainda expandindo emissões, cabe ao Brasil buscar a estabilização das próprias emissões e construir uma economia mais resiliente. Como a ciência dialoga hoje com o setor produtivo frente a esses desafios? Houve uma mudança radical. Ciência e setor produtivo agora precisam andar juntos. Essa colaboração é essencial para que soluções práticas e sustentáveis sejam construídas em parceria, beneficiando toda a sociedade. Quais as contribuições recentes da inteligência artificial para o enfrentamento das mudanças climáticas? A IA está revolucionando os modelos climáticos, ampliando a precisão e a resolução das previsões. O próximo passo será incorporar impactos socioeconômicos, criando cenários dinâmicos e ferramentas de análise de risco ainda mais inovadoras. E considerando a dependência do agronegócio no Brasil, qual o caminho para uma transição sustentável? Se o modelo atual persistir, o agronegócio não se sustenta por mais 10-20 anos. O desmatamento, legal ou ilegal, precisa cessar. É preciso atualizar as leis e parar de legislar pensando apenas em ciclos curtos de governo. O país precisa de políticas para um futuro sustentável. O que dizer sobre o papel do reflorestamento e das soluções baseadas na natureza rumo ao net zero? O compromisso brasileiro de recuperar 12 milhões de hectares deve acontecer, sobretudo para manutenção dos serviços ecossistêmicos. O reflorestamento só sequestra carbono de modo relevante nos 20-30 primeiros anos de crescimento. Estratégias permanentes, múltiplas espécies e incentivo à biodiversidade são essenciais. Como a ciência pode, de fato, auxiliar o setor de seguros e populações vulneráveis frente à desinformação e aumento de riscos? O caminho é a educação. A indústria pode — e deve — liderar campanhas sobre a importância do seguro. O nível de consciência nas novas gerações, inclusive nas camadas mais pobres,
COP30 vai reposicionar Amazônia no debate do clima, diz presidente da Associação Comercial do Pará

16/07/2025 A atuação do setor de seguros na transição climática é de fundamental importância, avalia Elisabete Grunvald, presidente da ACP (Associação Comercial do Pará), a segunda entidade empresarial mais antiga do Brasil, fundada em 1819. No cargo desde 2022, a representante ressalta que o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores voltados à mitigação de riscos, adaptação e investimentos em projetos sustentáveis são medidas essenciais para que o setor de seguros contribua decisivamente neste “grande mutirão global”. Elisabete destaca que a decisão da CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras) em levar a “Casa do Seguro” para Belém durante a COP30 evidencia o compromisso do setor com a discussão e a busca de soluções para a sustentabilidade e a transição climática. “A ACP tem orgulho de ser parceira da CNSeg, por reconhecer a importância do setor de seguros não só para o mercado paraense, como para o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, afirma. COP30 em Belém A COP30 — Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima — será realizada em Belém, de 10 a 21 de novembro de 2025. O evento reunirá representantes de quase todos os países do mundo para definir ações globais relacionadas às mudanças climáticas, e marca, segundo o governo brasileiro, um novo ciclo para a Amazônia, colocando Belém no coração do debate sobre o futuro do planeta. A presidência da COP30 será exercida pelo Brasil, que pretende lançar iniciativas como o fundo de US$ 125 bilhões para conservação de florestas tropicais. Belém receberá cerca de 50 mil delegados internacionais, o que exige mudanças estruturais e logísticas sem precedentes na cidade. Impactos econômicos e sociais Segundo Elisabete Grunvald, a COP30 já catalisa mudanças profundas para a região. “Já estamos vivendo outra realidade econômica. Grandes empresas e investidores estão com os olhos voltados para Belém, com foco na inovação e na bioeconomia como nova matriz econômica. Temos evidenciado essa nova realidade e estimulando o setor produtivo a acreditar e investir.” A expectativa é de um aumento significativo no faturamento das empresas paraenses, impulsionado principalmente pelo crescimento do turismo e da movimentação econômica durante o evento. Estima-se que a cidade terá um acréscimo de até 85 mil visitantes nas duas semanas da COP, beneficiando o setor de serviços, comércio e acomodações. “O grande legado da COP30 será a maior consciência ambiental, o fortalecimento da bioeconomia, a inclusão do Pará na rota do turismo internacional e o reposicionamento da Amazônia no debate global sobre o futuro do planeta. A maioria das nossas ações está voltada ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas, que são a base da nossa economia, estimulando inovação, sustentabilidade e inclusão social”. Investimentos A realização da COP30 acelerou investimentos públicos e privados em infraestrutura em Belém. Entre eles, destacam-se: R$ 1,3 bilhão investidos pela Itaipu Binacional em obras de mobilidade, saneamento, parques e recuperação ambiental. Expansão do Porto de Outeiro para navios-hotel, abrindo 6 mil novas vagas de hospedagem e impulsionando o turismo fluvial. Criação do Centro de Inovação e Bioeconomia de Belém, que reunirá startups e fomentará negócios baseados em recursos naturais da Amazônia, alinhando desenvolvimento econômico e conservação. Ampliação de voos nacionais e internacionais, conectando Belém a mais destinos. “A realização da COP30 em Belém trouxe consigo a enorme responsabilidade de sediar o maior evento de discussão sobre as mudanças climáticas do mundo, mas também abriu uma grande janela de oportunidades, a partir do olhar mais atento do Governo Federal para as necessidades de infraestrutura da cidade, oportunizando investimentos que elevarão Belém a outro patamar de desenvolvimento, para muito além da Conferência”, aponta a representante da ACP. A bioeconomia é vista como pilar fundamental do novo modelo de desenvolvimento pós-COP. Estima-se que o setor possa movimentar até US$ 7,7 trilhões globalmente até 2030, e trazer R$ 40 bilhões ao PIB da Amazônia brasileira por ano, caso políticas sustentáveis sejam implementadas com inclusão social e promoção do conhecimento tradicional. Desafios Embora haja avanços, Elisabete reconhece desafios, principalmente quanto à capacidade de hospedagem, já que a rede hoteleira existente não comporta sozinha o público esperado. Alternativas em desenvolvimento incluem várias frentes de trabalho para ampliar o número das acomodações para o evento. “Estamos contando com várias outras soluções, como: investimento em novos empreendimentos, navios transatlânticos adaptados como hotéis flutuantes, aluguel de imóveis por temporada, adaptação de escolas e universidades e a construção da ‘Vila Líderes’, com 405 suítes de alto padrão para chefes de Estado e delegações. Estamos desenvolvendo alternativas viáveis para acolher de forma adequada e segura, os nossos visitantes”, aponta Elisabete. O futuro pós-COP30 de Belém e do Pará, segundo a líder empresarial, dependerá de consolidar avanços em sustentabilidade, inclusão social e geração de oportunidades para todos, transformando o cenário econômico e ambiental não só da cidade, mas de toda a Amazônia. “Acredito que a Belém que ficará depois da COP30 será mais estruturada, mais conectada com o desenvolvimento sustentável e com potencial de viabilizar a transição para uma economia mais verde, inclusiva e sustentável.” Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro estará situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores – Allianz, AXA, MAPFRE, Marsh, Porto, Prudential, Tokio Marine e Marsh McLennann – a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais. Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg; reuniões bilaterais; apresentação de produtos e serviços; e atividades culturais. Alguns eixos vão pautar a agenda da Casa do Seguro, como a proteção social e dos investimentos, as finanças sustentáveis, a infraestrutura resiliente, a inteligência climática, seguros & agronegócio, a descarbonização da frota brasileira e como os seguros podem auxiliar no desenvolvimento industrial mais sustentável. COMPARTILHE Casa do Seguro: qual
Casa do Seguro: qual é a importância do espaço na COP30?

10/07/2025 A Casa do Seguro será um marco para o mercado segurador brasileiro, ao inaugurar um espaço de integração entre o setor, outros segmentos econômicos, agentes públicos e privados e a sociedade civil durante a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que será realizada em Belém (PA) no mês de novembro. Com uma programação voltada para a gestão de riscos climáticos e o financiamento de iniciativas sustentáveis, o evento busca consolidar o papel estratégico do setor de seguros na construção de um futuro mais resiliente e inovador. Eugenio Pachoal, Chairman da Marsh McLennan Brasil, considera que o setor de seguros tem muito a contribuir na COP30. “As ações concretas estão extremamente relacionados ao que podemos fazer para viabilizar e sair do papel projetos importantes”, diz o executivo. “Quando nos foi apresentado, através da CNseg, toda essa inclusão do setor privado com o setor público e quando nos foram apresentadas todas as prioridades do governo com relação à proteção dos biomas, descarbonização do nosso setor de transportes, a otimização da nossa energia limpa, são áreas que o setor de seguros tem como ajudar. Não com os produtos que existem hoje nas prateleiras, mas de uma forma muito mais efetiva”, avalia. Para Eduard Folch, CEO da Allianz Seguros no Brasil, a Casa do Seguro representa um ponto de inflexão no diálogo sobre sustentabilidade. “A minha expectativa para a Casa do Seguro é que seja um marco para o diálogo e para troca de experiências. Um marco para demonstrar a contribuição do setor segurador na criação de um marco sustentável. Também um marco para provar que o setor segurador não é só financeiro e que pode contribuir na melhora do nosso planeta.” A importância de abrir o setor para a sociedade e promover um diálogo qualificado também é ressaltada por Erika Medici, CEO da AXA no Brasil. Segundo ela, a expectativa é que a Casa do Seguro seja um espaço de encontro, com a possibilidade de diálogo qualificado e de troca de experiências, que também alcance pessoas, empresas e instituições de outros segmentos da sociedade civil. “Não podemos nos fechar em nós mesmos e devemos trazer as pessoas para conhecer mais o nosso mercado e o que a gente está fazendo. Isso é essencial para a imagem do setor e a nossa força de persuasão junto à opinião pública.” Patrícia Chacon, COO da Porto, enfatiza o valor do evento para compartilhar conhecimento e dados relevantes sobre o impacto das mudanças climáticas. “Através das palestras, vamos poder contar um pouco mais sobre os dados que temos, sobre impacto climático e os prejuízos que estão causando hoje para a sociedade.” André Cordeiro, superintendente de Estratégia de Mercado, Qualidade e ESG da Tokio Marine, ressalta o papel estratégico da Casa do Seguro no enfrentamento da urgência climática. “Entendo também que vai ser uma ferramenta importante para conscientização da sociedade sobre o papel do mercado segurador na discussão do impacto climático tanto na prevenção como na atuação pós-evento com a simplificação e a recomposição do patrimônio das pessoas mais atingidas”, diz. Soluções sustentáveis Além de reunir as principais lideranças do setor, a Casa do Seguro pretende engajar colaboradores, corretores e toda a cadeia de valor do mercado de seguros, promovendo a comunicação de soluções já disponíveis e estimulando a cocriação de novas respostas para os desafios climáticos. Como reforça Patrícia Chacon, “será um evento importantíssimo de conscientização e de cocriação de novas soluções que a gente possa implementar de volta nas nossas empresas. Não só evento importante para seguradoras, mas para o corretor, que tem sido parceiro fundamental não só na conscientização do cliente sobre a importância dos produtos de seguros, mas também quando o imprevisto acontece, o corretor tem papel fundamental para ajudar de mãos dadas com a seguradora na recuperação da população.” Com uma estrutura inovadora, conceito sustentável e uma agenda dedicada à transformação do setor, a Casa do Seguro deve se consolidar como referência para o futuro do mercado segurador brasileiro, reafirmando o compromisso do segmento com a inovação, a resiliência climática e a construção de um mundo mais sustentável. Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro estará situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores – Allianz, AXA, MAPFRE, Marsh, Porto, Prudential, Tokio Marine e Marsh McLennann – a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais. Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg; reuniões bilaterais; apresentação de produtos e serviços; e atividades culturais. Alguns eixos vão pautar a agenda da Casa do Seguro, como a proteção social e dos investimentos, as finanças sustentáveis, a infraestrutura resiliente, a inteligência climática, seguros & agronegócio, a descarbonização da frota brasileira e como os seguros podem auxiliar no desenvolvimento industrial mais sustentável. COMPARTILHE Casa do Seguro: qual é a importância do espaço na COP30? • 10/07/2025 Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil • 01/07/2025 COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia • 26/06/2025 Do compromisso à prática: como as seguradoras podem ajudar a construir um futuro mais sustentável? • 24/06/2025 Plano de transformação ecológica do Brasil: avanços, desafios e o papel do mercado de seguros • 30/05/2025 Do Big Data à Inteligência Artificial: seguradoras aceleram inovação para enfrentar o clima imprevisível no Brasil • 13/05/2025 Casa do Seguro insere setor no centro das discussões sobre a crise climática • 08/05/2025 COP30: CNseg inicia Ciclo de Diálogos Institucionais da Casa do Seguro • 28/04/2025 Como as seguradoras atuam antes, durante e após uma tragédia climática?
Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil

01/07/2025 O setor de seguros brasileiro atravessa um cenário desafiador diante do avanço acelerado das mudanças climáticas, que comprometem tanto a previsibilidade dos riscos quanto a sustentabilidade do próprio negócio. A intensificação de eventos extremos — como secas prolongadas, enchentes e tempestades — já impacta diretamente a economia, a sociedade e a operação das seguradoras, com tendência de agravamento caso não sejam adotadas medidas urgentes e estruturantes. No terceiro encontro do Ciclo de Diálogos Institucionais da Casa do Seguro na COP30, promovido pela CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) em São Paulo, nesta quinta-feira (26), o físico da USP Paulo Artaxo, referência nacional em pesquisas sobre o clima, foi categórico: “o agronegócio, nosso carro-chefe, já sofre os efeitos de secas prolongadas e padrões anômalos de precipitação”. A afirmação foi dada para uma plateia composta por executivos de sustentabilidade das seguradoras empoderadoras da Casa do Seguro. Participaram também parceiros institucionais da CNseg, como a Fundação Getulio Vargas (FGV). A preocupação ecoa em dados recentes da Embrapa, que mostram o déficit hídrico avançando do Nordeste para o Centro-Oeste, ameaçando áreas produtivas e, por extensão, a segurança alimentar e econômica do país. A escalada das emissões de gases de efeito estufa, que já ultrapassam 57 bilhões de toneladas anuais, intensifica a crise. “Mudamos a composição da atmosfera. Essa é a essência da mudança climática global e os reflexos disso reverberarão em todas as esferas da nossa sociedade”, pontua Artaxo. O Fórum Econômico Mundial corrobora a gravidade do cenário: os 10 maiores riscos para a economia global na próxima década estão ligados ao clima e ao meio ambiente. O impacto sobre o setor de seguros é direto e crescente. Segundo o Swiss Re Institute, as perdas globais seguradas por catástrofes naturais alcançaram US$ 137 bilhões em 2024, com tendência de alta nos próximos anos. No Brasil, as enchentes do ano passado no Rio Grande do Sul, além de levarem 183 vidas, geraram prejuízos econômicos na ordem de R$ 100 bilhões, sendo que apenas 6% desse volume contavam com cobertura de seguros (foram R$ 6,4 bilhões pagos pelas seguradoras em indenizações no estado). Exemplos internacionais, como a inviabilidade do seguro residencial em regiões da Califórnia e Flórida, nos Estados Unidos, diante da escalada de furacões e incêndios, ilustram o risco sistêmico de colapso de mercados inteiros. A imprevisibilidade dos eventos climáticos desafia os alicerces atuariais das seguradoras. Modelos baseados em séries históricas estáveis já não oferecem respaldo para a precificação dos contratos. O setor, pressionado a incorporar dados em tempo real, inteligência artificial e ferramentas preditivas, busca adaptar-se a uma nova era de riscos dinâmicos e multifacetados. “A falta de atualização nos critérios de avaliação pode gerar um colapso econômico, não só na indústria de seguros, mas em todo o mercado”, adverte Artaxo. Diante desse quadro, lideranças do setor defendem uma reinvenção profunda. Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, propõe a criação de mecanismos inovadores, como o Seguro Social Catástrofe — uma cobertura emergencial, de caráter obrigatório, para vítimas de desastres naturais, financiada por pequenas taxas vinculadas a contas de serviços públicos. “O risco climático está em tudo e não vai parar de crescer até 2050. O setor precisa transformar essa crise em oportunidade, protegendo os mais vulneráveis”, afirma. Para Felipe Faraj, diretor jurídico & ESG da AXA, o setor precisa ir além do simples pagamento de indenizações. “Nosso papel é estar ao lado dos clientes, apoiando sua adaptação à nova realidade climática. Devemos usar nosso conhecimento em gestão de riscos para facilitar essa transição e contribuir de forma ativa, não apenas reagindo aos prejuízos, mas ajudando a construir soluções e promovendo educação”, diz. A resposta do mercado já começa a tomar forma. Seguros paramétricos, que efetuam pagamentos automáticos ao segurado ao atingir determinados índices climáticos, e o uso intensivo de big data, sensoriamento remoto e inteligência artificial para mapear riscos e agilizar atendimentos, são exemplos de inovação que ganham corpo no Brasil. Entretanto, o desafio estrutural permanece: ampliar a cultura do seguro no país. Hoje, a contratação de seguros residenciais é restrita, muitas vezes limitada a imóveis financiados”, acentua Cláudia Prates, diretora de Sustentabilidade da CNseg. “É preciso massificar o acesso de coberturas não só em áreas de alto risco climático, e atuar preventivamente, orientando clientes e projetos sobre adaptações necessárias antes mesmo da concessão de apólices”, complementa Prates. Mesmo os cenários climáticos mais otimistas projetam aumentos de temperatura global entre 2,8°C e 4,3°C nas próximas décadas, com o Brasil podendo experimentar elevações de até 4,5°C. Isso implica não apenas em perdas agrícolas, mas também em impactos severos sobre infraestrutura, saúde pública, abastecimento hídrico e estabilidade social. Para enfrentar esses desafios, Artaxo defende o apoio irrestrito da ciência e da tecnologia ao setor de seguros, que deve se preparar com dados qualificados, visão estratégica e inovação contínua para contribuir decisivamente na construção de uma economia mais resiliente. Do lado das seguradoras, a nova realidade climática exige integração de questões ambientais, sociais e de governança ao modelo de negócio, enfatiza Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto. “Só assim conseguimos identificar tanto como impactamos o mundo quanto como somos impactados por ele, o que nos permite desenvolver soluções mais sustentáveis e inclusivas. Mas esse desafio não é exclusivo do setor privado: precisamos caminhar juntos com o governo.” Como sintetiza Dyogo Oliveira: “Não é que vamos desaparecer diante das mudanças climáticas, mas sim nos adaptar. Todo o setor produtivo passará por transformações, e a questão é: vamos nos adaptar com o apoio do seguro ou sem ele? Para mim, a resposta é clara: com seguro.” Iniciativas sustentáveis A CNseg tem uma série de projetos voltados para a sustentabilidade, transição climática, mitigação e aumento de resiliência das cidades que serão trabalhados ao longo de 2025 em diversas esferas. Como forma de apresentar a extensa pauta de projetos de sustentabilidade do setor segurador para as principais autoridades globais, a CNseg terá uma participação muito importante durante COP30, que será realizada em Belém (PA), em novembro. Para isso, a CNseg lançou um projeto inovador – a “Casa do Seguro” –, um
COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia

26/06/2025 Com quase 7 milhões de quilômetros quadrados, a floresta Amazônica se estende por nove países da América do Sul e abriga a maior floresta tropical do planeta. Cerca de 60% desse território está em solo brasileiro, o que faz do Brasil peça-chave nas discussões ambientais globais. Em 2025, o país terá a oportunidade de colocar a Amazônia no centro do debate internacional ao sediar, em Belém, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30. A escolha de Belém, capital do Pará, como sede da COP30, é celebrada por lideranças empresariais e ambientais. Para Felipe Nascimento, CEO da Mapfre, a decisão “é uma oportunidade única para colocar a Amazônia no centro das discussões globais sobre mudanças climáticas ao mesmo tempo que promove a justiça social e o desenvolvimento sustentável”. A executiva Erika Medici, CEO da AXA no Brasil, também destaca a relevância do evento. “Belém como sede da COP30 representa um marco na discussão sobre clima e biodiversidade. A Amazônia tem papel crucial na regulação climática global, e o setor de seguros não poderia estar fora desse fórum”. Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto, reforça a importância de dar voz à região. “Quando se fala da pauta climática, Belém é uma das cidades que representa a região amazônica, que hoje fala muito da realidade e dos impactos das mudanças climáticas na população, na sociedade, nos negócios e para o futuro”. Para ela, “é muito importante, neste momento, a gente deslocar o centro das discussões de outras regiões para Belém e toda essa representatividade da Amazônia nessas discussões”. A VP de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional da Prudential, Gabriela Al-Cici, por sua vez, entende que a participação da sua seguradora na COP-30, em Belém, reforça o compromisso da empresa com a construção de um futuro mais sustentável. ‘’Como seguradora de vida, queremos ser agentes de transformação, contribuindo ativamente para soluções que unam desenvolvimento sustentável, cuidado com as pessoas e impacto positivo de longo prazo”. O papel estratégico do setor de seguros Com participação de 6% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a indústria de seguros chega à COP30 com papel estratégico nas discussões sobre riscos climáticos. A CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) levará para Belém a “Casa do Seguro”, espaço oficial do setor dedicado à promoção do mercado e de suas iniciativas alinhadas à agenda de transição climática. “A Casa do Seguro significa uma posição conjunta do mercado segurador frente às mudanças climáticas. Essa posição dá um norte do que o setor pode fazer neste âmbito, contribuindo na conscientização e na valoração de risco e também nos investimentos em energia renovável. O setor segurador tem que se posicionar e a Casa do Seguro é o melhor marco possível para esse posicionamento do mercado”, avalia Eduard Folch, CEO da Allianz Seguros no Brasil. A executiva Erika Medici, da AXA, ressalta que apoiar a Casa do Seguro é reflexo do compromisso da empresa com a pauta climática e o desenvolvimento sustentável. “O seguro é um instrumento essencial para a resiliência das comunidades e da economia e queremos contribuir ativamente para este debate e também queremos reforçar nosso compromisso com a prevenção e a conscientização de empresas e pessoas”, afirma. André Cordeiro, superintendente de Estratégia de Mercado, Qualidade e ESG da Tokio Marine, acredita que a Casa do Seguro vai “colocar as seguradoras em destaque na discussão das variações climáticas, ajudando a sociedade a entender que o seguro tem papel fundamental na mitigação e na prevenção do risco climático”. Ele complementa: “Quanto mais a gente conseguir passar isso para a comunidade, a gente garante uma cultura securitária maior, aumentando assim o bolo de pessoas protegidas que, por si só, vai ajudar também a mitigar os impactos nas comunidades afetadas por eventos climáticos extremos”. Patrícia Coimbra reforça: “É muito importante a gente não atuar só como uma empresa, mas como um mercado em prol dessa agenda tão crítica e tão relevante para a sociedade”. Felipe Nascimento, da Mapfre, concorda: “Como um dos setores mais importantes da economia brasileira, o mercado segurador tem um papel fundamental para o contexto das mudanças climáticas e o projeto da Casa do Seguro da CNSeg vai consolidar esse posicionamento. A Mapfre apoia essa iniciativa buscando contribuir com os debates e fortalecendo o seu compromisso com a sustentabilidade e a governança climática”. Gabriela Al-Cici afirma que a Prudential sabe que “os impactos das mudanças climáticas afetam diretamente a saúde, a longevidade e o bem-estar das pessoas – especialmente das populações mais vulneráveis. Por isso, a sustentabilidade é um pilar estratégico, conectando proteção financeira à promoção da vida”, razão pela qual os programas da seguradora “têm papel fundamental nesse caminho, valorizando os jovens e fomentando a educação financeira desde cedo, com o objetivo de empoderar as novas gerações para que façam escolhas mais conscientes. Legado A realização da COP30 em Belém promete não apenas colocar o Brasil e a Amazônia no centro do debate climático global, mas também fortalecer o papel do setor de seguros como agente de transformação e resiliência diante dos desafios impostos pelas mudanças do clima. O evento deve impulsionar investimentos em infraestrutura sustentável, promover a conscientização sobre riscos e incentivar a adoção de práticas inovadoras para proteger comunidades e negócios. Com a Casa do Seguro, o setor pretende deixar um legado de engajamento, inovação e compromisso com o futuro do planeta, mostrando que a proteção vai além das apólices (contratos de seguro): é também um compromisso com a sustentabilidade, a justiça social e a preservação da Amazônia para as próximas gerações. Seguros na COP 30 Iniciativa inédita no setor, a “Casa do Seguro” funcionará como uma central de discussões, com conexões entre o mercado de seguros e os demais setores econômicos, estimulando a convergência entre agentes públicos e privados, com ampla participação da sociedade civil. A agenda da Casa do Seguro estará focada no papel do setor na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis. Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais,
Do compromisso à prática: como as seguradoras podem ajudar a construir um futuro mais sustentável?

24/06/2025 A construção de um mundo mais sustentável é uma responsabilidade urgente e compartilhada por toda a sociedade, incluindo governos, empresas e cidadãos. No Brasil, as seguradoras têm assumido um papel de destaque nessa transformação, incorporando a sustentabilidade como um pilar estratégico e atuando de forma pioneira para reduzir os impactos das mudanças climáticas, promover a economia circular e fomentar a inclusão social. Na AXA, a sustentabilidade está integrada à estratégia institucional e de negócios da companhia, que opera globalmente com um compromisso sólido e mensurável. “No Brasil, um dos nossos pilares estratégicos é o AXA Verde, que consiste em acelerar a agenda de sustentabilidade através dos nossos negócios. Neste pilar reunimos todas as soluções com impacto ambiental direto”, diz Erika Medici, CEO da empresa. Entre as iniciativas inovadoras está a oferta de celulares recondicionados aos clientes em casos de sinistro (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro), uma medida que reduz o descarte de aparelhos eletrônicos e o consumo de recursos naturais. Veja um número: a produção de um smartphone convencional demanda entre 10 e 12 mil litros de água, o equivalente a um caminhão-pipa. Ao optar por um celular recondicionado, o cliente não só contribui para a diminuição do lixo eletrônico, mas também recebe informações sobre o impacto positivo dessa escolha. Além disso, a AXA adaptou suas coberturas de seguro de riscos patrimoniais para atender clientes do setor de energia renovável, reforçando seu papel na transição energética brasileira e no fomento a fontes limpas. Na Tokio Marine, a agenda ESG (ambiental, social e de governança) é tratada com igual seriedade e abrangência. André Cordeiro, superintendente de Estratégia de Mercado, Qualidade e ESG da companhia, destaca que a empresa destinou mais de 900 toneladas de veículos sinistrados para reciclagem. “Os recicladores decompõem os materiais dos veículos e os devolvem à indústria, o que fomenta a economia circular. Praticamente nada vai para aterro sanitário”, afirma Cordeiro. No campo social, a Tokio Marine desenvolve o projeto “Sementes do Brasil”, que capacita jovens em situação de vulnerabilidade social, oferecendo treinamento e oportunidades reais de emprego, fortalecendo a inclusão e a mobilidade social. A Mapfre possui um robusto plano de sustentabilidade para o período 2024-2026, que contempla desafios globais como as mudanças climáticas, a economia circular, o acesso ao seguro, a educação financeira e o envelhecimento populacional. “São 12 linhas de atuação com objetivos definidos e metas que buscam prevenir impactos negativos e potencializar os pontos positivos em relação à economia, meio ambiente e sociedade”, enfatiza Felipe Nascimento, CEO da Mapfre. Entre as iniciativas, destacam-se a redução do consumo de energia, água e papel, a promoção do trabalho remoto, a renovação da frota para veículos mais sustentáveis e a diminuição das viagens corporativas. A meta para 2030 é reduzir em 50% a pegada de carbono da empresa em relação a 2019 e neutralizar as emissões restantes. Com uma trajetória de 80 anos, a Porto também tem se consolidado como referência em sustentabilidade no setor. Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura, ressalta que a empresa integra os pilares ambiental, social e de governança em sua estratégia e cultura corporativa. A Porto conta com um comitê de sustentabilidade que assessora o conselho de administração. “No âmbito social, intensificamos o programa de diversidade, equidade e inclusão, com 60 ações. Junto com o Instituto Porto fizemos investimentos em 7 programas sociais impactando mais de 35 mil pessoas”, destaca Coimbra. No âmbito ambiental, a empresa opera a Renova, maior recicladora de automóveis do Brasil, que já reciclou cerca de 30 mil veículos e 1 milhão de peças, contribuindo significativamente para a redução do impacto ambiental do setor automotivo. A Allianz Seguros também tem se destacado na agenda de descarbonização e mitigação dos riscos ambientais. Eduard Folch, CEO da Allianz Seguros no Brasil, destaca que a companhia assumiu compromissos importantes. “Temos subscritos cinco compromissos nos quais se destacam a hibridação da frota executiva, a utilização de energia renovável para os nossos prédios e a redução de consumo”, enumera Folch. A empresa é signatária do Pacto Global da ONU e atua em diversas frentes para enfrentar as mudanças climáticas, promovendo práticas sustentáveis e inovadoras em seus negócios. Ao adotar uma abordagem holística, que inclui desde a oferta de produtos ecoeficientes até o desenvolvimento de programas sociais, as empresas do setor de seguros com atuação no Brasil reforçam seu papel como agentes de transformação, contribuindo para um futuro mais sustentável, inclusivo e resiliente. Como seguradora de vida, a Prudential enxerga a sustentabilidade de forma ampla e integrada, pois sabe que os impactos das mudanças climáticas afetam diretamente a saúde das pessoas, a qualidade de vida e, consequentemente, a longevidade da população. “Estar na COP-30 é reafirmar o nosso compromisso com um futuro em que a proteção seja acessível. Seguimos firmes no propósito de ser uma companhia que protege pessoas. Com visão, responsabilidade e coragem para transformar”, afirma Gabriela Al-Cici, VP de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional da Prudential. Seguros na COP 30 Iniciativa inédita no setor, a “Casa do Seguro” funcionará como uma central de discussões, com conexões entre o mercado de seguros e os demais setores econômicos, estimulando a convergência entre agentes públicos e privados, com ampla participação da sociedade civil. A agenda da Casa do Seguro estará focada no papel do setor na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis. Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg; reuniões bilaterais; apresentação de produtos e serviços; e atividades culturais. Alguns eixos vão pautar a agenda da Casa do Seguro, como a proteção social e dos investimentos, as finanças sustentáveis, a infraestrutura resiliente, a inteligência climática, seguros & agronegócio, a descarbonização da frota brasileira e como os seguros podem auxiliar no desenvolvimento industrial mais sustentável. Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o mercado segurador tem um papel de destaque na transição para uma economia mais verde e resiliente, e a atuação do setor na COP30 refletirá a importância de suas contribuições, em
Plano de transformação ecológica do Brasil: avanços, desafios e o papel do mercado de seguros

30/05/2025 A convite da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a subsecretária de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, participou do segundo encontro do ciclo “Diálogos Institucionais da Casa do Seguro”. O objetivo foi fazer um balanço dos três anos de vigência do Plano de Transformação Ecológica do Brasil e antecipar os próximos passos dessa iniciativa governamental. Ela destacou conquistas, atualizações e a importância da continuidade das ações ligadas ao Plano de Transformação Ecológica, desenvolvido pela pasta. O novo encontro dos “Diálogos Institucionais”, ocorrido nesta segunda-feira (26/05), na sede da MAPFRE, em São Paulo, ratifica o compromisso da Confederação em conectar o setor de seguros à agenda climática nacional. “Nosso objetivo é entender as prioridades do país, os desafios e as políticas, e pensar uma programação de conteúdo da Casa do Seguro que dialogue com os interesses do setor e contribua para a transição climática”, explicou o superintendente executivo de Gabinete da CNseg, Gustavo Brum, na abertura do evento. Para Cristina Reis, o Plano de Transformação Ecológica representa uma relevante contribuição para o desenvolvimento sustentável do país, ao alinhar o regime macroeconômico a políticas voltadas à sustentabilidade ambiental, à geração de emprego e à justiça social. “Clima e sustentabilidade são pautas transversais. O regime macroeconômico precisa endereçar três objetivos: sustentabilidade ambiental, geração de emprego e justiça social com elevação da produtividade”, destacou. Em sua apresentação, Cristina Reis abordou diversos eixos do plano, incluindo a reforma tributária, o novo arcabouço fiscal, o mercado de carbono e a taxonomia sustentável. Sobre o mercado de carbono, ela informou que a regulamentação está em andamento e que o Ministério da Fazenda tem atuado ativamente no processo, buscando construir uma estrutura robusta e eficiente. Já em relação à taxonomia sustentável, ela salientou o amplo processo de consulta pública e a participação de diversos setores, incluindo o de seguros, na construção de um padrão de referência para o país. “É um diálogo gigantesco, e todas as crises e conflitos distributivos do sistema produtivo do Brasil estão sendo considerados”, comentou. Cristina Reis também mencionou programas importantes, como o Ecoinvest Brasil, que visa atrair investimentos para projetos sustentáveis, e o programa MOVER, focado na descarbonização da indústria automotiva. Ela reforçou a necessidade de incorporar ciência, tecnologia e inovação para impulsionar a transformação da estrutura produtiva da economia. Ela também mencionou que, em janeiro, o Ministério da Fazenda lançou 25 prioridades para o ano, organizadas em três grandes conjuntos: Sustentabilidade macroeconômica – com destaque para o novo arcabouço fiscal; Melhoria do ambiente de negócios – com foco em reformas regulatórias e instrumentos como debêntures de infraestrutura; Reforma tributária – considerada uma das principais conquistas do governo, com potencial de reduzir o “Custo Brasil” e aumentar a produtividade das empresas. Cristina reforçou a importância da visão de desenvolvimento sustentável trazida pelo Plano de Transformação Ecológica, que orienta todas as políticas da Fazenda com base em três pilares: ambiental, social e econômico. Para isso, todos os instrumentos – fiscais, financeiros, administrativos e regulatórios – foram organizados em seis eixos temáticos, inspirados nos setores-chave de descarbonização definidos pelo IPCC: Transição energética Resíduos e economia circular Infraestrutura verde de adaptação Bioeconomia Sistemas agroalimentares e uso do solo Adensamento tecnológico da indústria Cristina destacou a importância de manter o equilíbrio entre a necessidade de planejamento e a urgência por resultados. “A transformação ecológica exige tempo, mas não pode atrasar. A coerência entre políticas e resultados concretos é o nosso maior desafio”, concluiu. Ao final, a subsecretária Cristina Reis reiterou o compromisso do governo com a implementação do Plano de Transformação Ecológica e se colocou à disposição para continuar o diálogo com o setor de seguros, fundamental para o sucesso da iniciativa. A CNseg reafirma seu papel de protagonista nesse debate, buscando sempre as melhores soluções para um futuro mais sustentável para o Brasil. O evento contou ainda com a presença de Cláudia Prates, nova diretora de Sustentabilidade da CNseg, que agradeceu o convite para integrar a equipe e ressaltou a importância da colaboração entre o setor de seguros e o governo. “Não há transição climática justa e inclusiva sem o setor de seguros. Vamos trabalhar juntos para agregar os esforços e levar uma mensagem forte à COP30”, declarou Prates. Seguros na COP 30 Iniciativa inédita no setor, a “Casa do Seguro” funcionará como uma central de discussões, com conexões entre o mercado de seguros e os demais setores econômicos, estimulando a convergência entre agentes públicos e privados, com ampla participação da sociedade civil. A agenda da Casa do Seguro estará focada no papel do setor na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis. Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg; reuniões bilaterais; apresentação de produtos e serviços; e atividades culturais. Alguns eixos vão pautar a agenda da Casa do Seguro, como a proteção social e dos investimentos, as finanças sustentáveis, a infraestrutura resiliente, a inteligência climática, seguros & agronegócio, a descarbonização da frota brasileira e como os seguros podem auxiliar no desenvolvimento industrial mais sustentável. Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o mercado segurador tem um papel de destaque na transição para uma economia mais verde e resiliente, e a atuação do setor na COP30 refletirá a importância de suas contribuições, em um cenário de agravamento das mudanças climáticas. “A Casa do Seguro será uma vitrine do nosso papel como facilitadores de inovação e mitigadores de riscos climáticos, reforçando nosso compromisso com o futuro sustentável do planeta. Esse projeto é o ponto alto de uma estratégia de posicionamento do setor segurador nas discussões climáticas que ganhou maior expressão a partir de 2023, na COP28, em Dubai, e estabelecerá um marco em Belém”, afirma. COMPARTILHE Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil • 01/07/2025 COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia • 26/06/2025 Do compromisso à prática: como as seguradoras podem ajudar a construir um futuro mais sustentável? • 24/06/2025 Plano de
Do Big Data à Inteligência Artificial: seguradoras aceleram inovação para enfrentar o clima imprevisível no Brasil

13/05/2025 O aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos no Brasil tem colocado à prova a capacidade de adaptação das seguradoras. Enchentes, secas e tempestades, cada vez mais imprevisíveis, exigem respostas rápidas e inovadoras das empresas para proteger tanto seus negócios quanto os consumidores. Para enfrentar esse novo cenário, o setor aposta em tecnologia, análise de dados e estratégias de prevenção. “Apesar de lidarmos com questões imprevisíveis, o seguro sempre foi um negócio de reconhecimento do risco”, afirma Eduard Folch, CEO da Allianz Seguros no Brasil. Ele explica que a companhia tem investido em modelagem para mapear riscos oriundos de fenômenos como secas e alagamentos. “Onde estão situados os riscos e quais as probabilidades de o sinistro acontecer? Esse conjunto de informações nos ajuda a lidar com os fenômenos da natureza e os riscos catastróficos”, diz. https://youtu.be/PZjtcfnGioc Na Porto, a resposta passa por reforço operacional e inovação. “A gente tem caminhões preparados para grandes enchentes. Temos moto aquáticas e barcos para acolher e tentar, de forma rápida, dar uma resposta para uma necessidade, como enchente”, relata Emerson Valentim, diretor-executivo comercial da empresa. Ele destaca ainda o investimento em comunicação preventiva: “Criamos no nosso aplicativo um alerta de tempestades que não está só voltado na geolocalização da pessoa. Em regiões próximas, que são litorâneas e mais turísticas, avisamos que aquela região está passando por um ponto de preocupação para aquela pessoa que está na capital também ficar ciente”. A Porto também aposta na sustentabilidade, com a Renova Ecopeças, recicladora de peças de veículos sinistrados, que oferece peças de reposição a preços acessíveis. https://youtu.be/QNRC6bejyc0 Tecnologia de ponta A tecnologia surge como aliada indispensável. André Cordeiro, superintendente de Estratégia de Mercado, Qualidade e ESG da Tokio Marine, destaca o uso de big data e inteligência artificial para mapear áreas de risco e agilizar o atendimento aos segurados. “As seguradoras sempre se pautaram em dados para a continuidade de seus negócios e, agora, não será diferente”, afirma. https://youtu.be/iIs7lUaaKnI Na AXA, a estratégia é combinar tecnologia, dados e visão de longo prazo. “A AXA investe constantemente em inteligência de risco e análise preditiva para antecipar as tendências e sempre oferecer produtos mais adequados aos novos contextos climáticos”, afirma Erika Medici, CEO da empresa no Brasil. https://youtu.be/7FZE5p1u5K8 Segundo Medici, isso garante ao cliente “mais acesso à informação que permite a prevenção quando necessária, e uma recuperação muito mais rápida das suas perdas”. Para o setor, a executiva ressalta o compromisso de “evoluir junto com os modelos de precificação, garantindo coberturas que realmente protejam – de forma viável e acessível – o bem do cliente”. https://youtu.be/la1_ILrRctg Felipe Nascimento, CEO da Mapfre, reforça a importância da modelagem de riscos diante de padrões climáticos cada vez mais imprevisíveis. “Investimentos em tecnologia e práticas comerciais mais sustentáveis são mandatórios. As novas tecnologias auxiliam ao fornecerem rapidez e eficiência nas análises e no processo de gerenciamento de risco”, afirma. Ele cita o uso de sensoriamento remoto, drones e sistemas de informação geográfica, que “podem ajudar na elaboração de mapas topográficos capazes de indicar as áreas mais vulneráveis e na identificação de melhores rotas de evacuação dentro de um plano de emergência”. Segundo Nascimento, softwares de inteligência artificial já são capazes de identificar imagens de infraestrutura danificadas compartilhadas em redes sociais, facilitando o resgate e a assistência às vítimas. Seguros na COP 30 Iniciativa inédita no setor, a “Casa do Seguro” funcionará como uma central de discussões, com conexões entre o mercado de seguros e os demais setores econômicos, estimulando a convergência entre agentes públicos e privados, com ampla participação da sociedade civil. A agenda da Casa do Seguro estará focada no papel do setor na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis. Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg; reuniões bilaterais; apresentação de produtos e serviços; e atividades culturais. Alguns eixos vão pautar a agenda da Casa do Seguro, como a proteção social e dos investimentos, as finanças sustentáveis, a infraestrutura resiliente, a inteligência climática, seguros & agronegócio, a descarbonização da frota brasileira e como os seguros podem auxiliar no desenvolvimento industrial mais sustentável. Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o mercado segurador tem um papel de destaque na transição para uma economia mais verde e resiliente, e a atuação do setor na COP30 refletirá a importância de suas contribuições, em um cenário de agravamento das mudanças climáticas. “A Casa do Seguro será uma vitrine do nosso papel como facilitadores de inovação e mitigadores de riscos climáticos, reforçando nosso compromisso com o futuro sustentável do planeta. Esse projeto é o ponto alto de uma estratégia de posicionamento do setor segurador nas discussões climáticas que ganhou maior expressão a partir de 2023, na COP28, em Dubai, e estabelecerá um marco em Belém”, afirma. COMPARTILHE Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil • 01/07/2025 COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia • 26/06/2025 Do compromisso à prática: como as seguradoras podem ajudar a construir um futuro mais sustentável? • 24/06/2025 Plano de transformação ecológica do Brasil: avanços, desafios e o papel do mercado de seguros • 30/05/2025 Do Big Data à Inteligência Artificial: seguradoras aceleram inovação para enfrentar o clima imprevisível no Brasil • 13/05/2025 Casa do Seguro insere setor no centro das discussões sobre a crise climática • 08/05/2025 COP30: CNseg inicia Ciclo de Diálogos Institucionais da Casa do Seguro • 28/04/2025 Como as seguradoras atuam antes, durante e após uma tragédia climática? • 24/04/2025 Mudanças climáticas: quais são os desafios do setor de seguros? • 17/04/2025 Casa do Seguro marca posição do setor frente às mudanças climáticas, diz presidente da Allianz • 15/04/2025
Casa do Seguro insere setor no centro das discussões sobre a crise climática

08/05/2025 Atuação setorial marca posição do mercado de seguros para uma transição climática eficiente A Porto apoia a “Casa do Seguro”, projeto criado pela CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) para inserir o setor de seguros nas discussões sobre as mudanças climáticas. Como plataforma de conteúdo e relacionamento empresarial, a “Casa do Seguro” vai funcionar durante a COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em novembro, em Belém (PA). “O mercado segurador é um ator extremamente importante quando a gente fala da pauta das mudanças climáticas. É muito necessário que a gente não atue só como uma empresa, mas como mercado em prol dessa agenda tão crítica e relevante para a sociedade”, diz Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto. Seguros na COP 30 Iniciativa inédita no setor, a “Casa do Seguro” funcionará como uma central de discussões, com conexões entre o mercado de seguros e os demais setores econômicos, estimulando a convergência entre agentes públicos e privados, com ampla participação da sociedade civil. A agenda da Casa do Seguro estará focada no papel do setor na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis. Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg; reuniões bilaterais; apresentação de produtos e serviços; e atividades culturais. Alguns eixos vão pautar a agenda da Casa do Seguro, como a proteção social e dos investimentos, as finanças sustentáveis, a infraestrutura resiliente, a inteligência climática, seguros & agronegócio, a descarbonização da frota brasileira e como os seguros podem auxiliar no desenvolvimento industrial mais sustentável. Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o mercado segurador tem um papel de destaque na transição para uma economia mais verde e resiliente, e a atuação do setor na COP30 refletirá a importância de suas contribuições, em um cenário de agravamento das mudanças climáticas. “A Casa do Seguro será uma vitrine do nosso papel como facilitadores de inovação e mitigadores de riscos climáticos, reforçando nosso compromisso com o futuro sustentável do planeta. Esse projeto é o ponto alto de uma estratégia de posicionamento do setor segurador nas discussões climáticas que ganhou maior expressão a partir de 2023, na COP28, em Dubai, e estabelecerá um marco em Belém”, afirma. COMPARTILHE Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil • 01/07/2025 COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia • 26/06/2025 Do compromisso à prática: como as seguradoras podem ajudar a construir um futuro mais sustentável? • 24/06/2025 Plano de transformação ecológica do Brasil: avanços, desafios e o papel do mercado de seguros • 30/05/2025 Do Big Data à Inteligência Artificial: seguradoras aceleram inovação para enfrentar o clima imprevisível no Brasil • 13/05/2025 Casa do Seguro insere setor no centro das discussões sobre a crise climática • 08/05/2025 COP30: CNseg inicia Ciclo de Diálogos Institucionais da Casa do Seguro • 28/04/2025 Como as seguradoras atuam antes, durante e após uma tragédia climática? • 24/04/2025 Mudanças climáticas: quais são os desafios do setor de seguros? • 17/04/2025 Casa do Seguro marca posição do setor frente às mudanças climáticas, diz presidente da Allianz • 15/04/2025