Solidariedade, inovação e propósito: conheça o tripé que guia a nova sustentabilidade

A Marsh McLennan Brasil é a mais nova empoderadora da “Casa do Seguro”, iniciativa inédita da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) que coloca o setor de seguros no centro das discussões sobre riscos climáticos durante a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá em novembro, em Belém (PA).
Sustentabilidade no centro da estratégia: como a Bradesco Seguros se prepara para um futuro mais resiliente

31/10/2025 Em um mundo definido por extremos — de seca intensa a chuvas torrenciais, de ondas de calor históricas a desastres naturais cada vez mais frequentes —, a sustentabilidade deixou de ser um tema acessório e passou a ser central na estratégia de qualquer empresa. Nesse cenário, poucas indústrias têm tanta experiência em lidar com a imprevisibilidade quanto o setor de seguros. É o que destaca Ivani Benazzi de Andrade, superintendente de Sustentabilidade da Bradesco Seguros, ao afirmar que compreender e antecipar riscos faz parte do DNA da atividade seguradora. Segundo ela, essa capacidade analítica coloca o setor em posição privilegiada para apoiar a transição climática e oferecer proteção em tempos de incerteza. As seguradoras convivem com o inesperado, mas dependem fortemente de dados para construir previsibilidade. O desafio é que, quando o assunto são as mudanças climáticas, as referências do passado já não bastam. “As mudanças climáticas ainda não têm dados completamente consolidados”, observa Ivani. Para ela, é preciso olhar para a frente com base em projeções científicas robustas, como as do IPCC, que preveem aumentos de temperatura e elevação do nível do mar. No Brasil, o avanço de ferramentas de georreferenciamento tem permitido ampliar o olhar sobre o território nacional e compreender melhor os impactos regionais — um passo essencial em um país de dimensões continentais. A Bradesco Seguros tem apostado na integração entre ciência, tecnologia e parcerias institucionais para aprimorar suas análises. Por meio de iniciativas com universidades e do trabalho conjunto com entidades do setor, como a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), a companhia participa do esforço de consolidação de bancos de dados que apoiam a previsão de riscos climáticos. Essas informações não servem apenas para precificar apólices — elas guiam decisões sobre mitigação, prevenção e adaptação. “Precisamos prever como o aumento de temperatura, seja de 1,5°C ou 2°C, agravará situações em diferentes regiões do Brasil”, exemplifica Ivani, lembrando que tais cenários ajudam o setor a oferecer coberturas mais adequadas e serviços mais eficazes. https://www.youtube.com/watch?v=-kOi9Eq0760 A transformação, no entanto, vai além do campo técnico. Os impactos das mudanças climáticas atingem de forma ampla a saúde, a economia e o cotidiano das pessoas. Ivani cita estudos que relacionam o calor extremo ao aumento de eventos cardiovasculares e à expansão de doenças tropicais como a dengue — cuja incidência se intensifica em ambientes mais quentes e úmidos. A escassez de água, por sua vez, compromete a produção de alimentos, agrava a desnutrição e contribui para a degradação do solo. “As mudanças climáticas são consequência de um problema maior: o da biodiversidade e do uso inadequado do planeta”, reforça a executiva. O setor de seguros, por seu alcance e base de dados, pode desempenhar um papel decisivo na tradução desses riscos em soluções concretas de proteção e educação ambiental. Essa abordagem orientada à sustentabilidade também se reflete na atuação institucional da Bradesco Seguros, que faz parte de movimentos internacionais voltados à responsabilidade climática. Ivani integra o Global Steering Committee da UNEP FI — a Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente — e incentiva a adesão aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), um compromisso global que reúne seguradoras alinhadas à agenda ESG. Esses fóruns permitem a troca de experiências e a adoção de padrões globais de transparência e governança, influenciando positivamente o mercado brasileiro. Dentro do setor, a CNseg atua com uma comissão de sustentabilidade que estimula práticas responsáveis entre as empresas associadas e busca articulação com reguladores e formuladores de políticas públicas. O objetivo é comum: fortalecer a resiliência econômica e social do país diante dos impactos climáticos. “Quando falamos em ESG — ou ASG, em português —, estamos falando de ambiental, social e governança. O ‘A’ cuida do planeta, o ‘S’ cuida das pessoas e o ‘G’ garante que todos façam sua parte”, explica Ivani. Essa visão sistêmica reforça a interdependência entre o bem-estar humano e a saúde ambiental. Na prática, o setor de seguros emerge como um agente de transformação. Além de oferecer proteção financeira, ele fornece informações e dados que ajudam outras empresas a se prepararem para os riscos climáticos. Essa troca de conhecimento pode, inclusive, gerar novos modelos de negócio, em que as seguradoras atuam como parceiras consultivas em sustentabilidade corporativa — ampliando sua relevância econômica e social. A executiva lembra que iniciativas como a COP30 — a Conferência do Clima — demonstram a importância da cooperação entre governos, empresas, sociedade civil e organismos internacionais. “Aqui, todos se unem em prol do enfrentamento das mudanças climáticas”, afirma. Sobre a Casa do Seguro A sustentabilidade é a espinha dorsal da “Casa do Seguro”, iniciativa inédita da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) para inserir o setor nas discussões da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém (PA). Além da programação de conteúdo, a “Casa do Seguro” promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores –Allianz, AXA, BB Seguros, Bradesco Seguros, Caixa Seguridade, MAPFRE, Marsh McLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine – a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais. COMPARTILHE Solidariedade, inovação e propósito: conheça o tripé que guia a nova sustentabilidade • 31/10/2025 Sustentabilidade no centro da estratégia: como a Bradesco Seguros se prepara para um futuro mais resiliente • 31/10/2025 Sustentabilidade deixou de ser marketing e virou sobrevivência, avalia executiva da Bradesco Seguros • 31/10/2025 CNseg e ABDIB debatem integração entre seguros e infraestrutura na era da transição climática • 31/10/2025 Com a proximidade da COP 30, Allianz anuncia mais dois especialistas internacionais na Casa do Seguro • 29/10/2025 Anbima, CNseg e Febraban debatem o papel do sistema financeiro na transição climática global durante a COP30 • 28/10/2025 Marsh McLennan na COP30: liderança global em resiliência climática para um mundo em transformação •
Sustentabilidade deixou de ser marketing e virou sobrevivência, avalia executiva da Bradesco Seguros

31/10/2025 A cada tempestade, o Brasil testa os limites de sua capacidade de resposta. As enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, em 2024, se transformaram na maior operação de assistência da história do setor securitário brasileiro, com volume de indenizações superior a R$ 100 milhões apenas da Bradesco Seguros. Em meio à destruição, uma questão ganha força: como transformar o seguro em instrumento de resiliência climática num país que ainda não se planeja para desastres que se repetem com frequência? “O nosso trabalho começa muito antes do desastre. O antes, o durante e o depois fazem parte da rotina de quem quer proteger pessoas e patrimônios”, enfatiza Ivani Benazzi de Andrade, superintendente de Sustentabilidade da Bradesco Seguros. Segundo ela, o primeiro passo é sempre o da prevenção. “No Brasil, a expansão dos seguros ainda é baixa. As pessoas não compreendem o quanto é importante ter proteção, seja de vida, seja residencial. A conscientização é parte do cuidado preventivo.” Entre as ações, Ivani destaca programas de educação em seguros, escritórios de orientação a clientes e serviços de checkup residencial, que monitoram riscos elétricos, hidráulicos e estruturais. “Quando você cuida do seu patrimônio, não está apenas garantindo o seguro, mas prevê o risco de perda total”, explica. Mas é durante as crises que a Bradesco Seguros coloca à prova sua capacidade de resposta. Em menos de uma semana após o início das enchentes no Sul, a seguradora recebeu mais de 400 chamados emergenciais e acionou sua 45ª Operação de Tratamento de Sinistros, mobilizando equipes, guinchos e apoio logístico em cidades como Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo e Porto Alegre. ” Nosso esforço é eliminar a burocracia e liberar os recursos com rapidez. Quando a vida de uma família está debaixo d’água, o tempo de indenização é o que define o recomeço” , explica Ivani. https://www.youtube.com/watch?v=UceVoUVyHMc O processo pós-evento inclui acompanhamento de assistência e assessoria financeira. A empresa também integrou campanhas com a Defesa Civil e a Europ Assistance, enviando água, colchões e suprimentos às regiões atingidas. A operação gaúcha se soma a uma frente crescente de emergências: desde 2015, o grupo realizou 45 operações especiais para enfrentar catástrofes naturais no Brasil. A alta frequência desses eventos já formou o portfólio do grupo. De acordo com o Relatório Integrado 2024, mais de R$ 170 milhões foram pagos em indenizações climáticas apenas no último ano. O impacto econômico é gigantesco: o setor estima prejuízos globais de R$ 1,9 trilhão em 2024, sendo o Brasil responsável por R$ 32,8 bilhões em perdas — dos quais menos de 10% foram segurados. Para enfrentar essa nova era climática, Ivani defende que sustentabilidade e seguros caminhem juntos. “As mudanças climáticas estão afetando a agricultura, a saúde, a alimentação, o trabalho e a economia. Não se trata apenas de reconstruir o que se perdeu, mas de compensar como vivemos”, diz. A Bradesco Seguros, uma empresa de múltiplos ramos que atua em vida, saúde e patrimônio, vem ampliando o uso de dados de georreferenciamento e inteligência climática para antecipar riscos e ajustar coberturas regionais. No mercado, a companhia também aposta em novos modelos de produtos sustentáveis, integrando metas de ESG à sua governança. “Sustentabilidade não é mais política de marketing, é estratégia de sobrevivência. Todas as empresas — pequenas, médias ou grandes — precisam incorporá-la em suas decisões. É assim que se cria um sistema de proteção que realmente funciona”, conclui Ivani. Sobre a Casa do Seguro A sustentabilidade é a espinha dorsal da “Casa do Seguro”, iniciativa inédita da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) para inserir o setor nas discussões da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém (PA). Além da programação de conteúdo, a “Casa do Seguro” promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores –Allianz, AXA, BB Seguros, Bradesco Seguros, Caixa Seguridade, MAPFRE, Marsh McLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine – a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais. 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Ministérios das Cidades e da Agricultura reforçam parceria com setor segurador para ampliar proteção, em virtude das mudanças climáticas

16/10/2025 Durante a 6ª Reunião do Ciclo de Diálogos Institucionais da Casa do Seguro, realizada em Brasília (DF), representantes dos Ministérios das Cidades e da Agricultura debateram, junto aos principais executivos de sustentabilidade em seguros do país, sobre os desafios para a proteção social e investimentos em face das mudanças climáticas e seus impactos socioeconômicos nas localidades urbanas e rurais. O secretário executivo do Ministério das Cidades (MC), Hailton Madureira de Almeida, falou dos desafios da transição climática e o papel do setor de seguros na proteção social e nos investimentos. Coube ao Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Guilherme Campos, a discussão sobre os impactos dos eventos climáticos para o setor agrícola e o papel do seguro na proteção da produção rural brasileira. Guilherme Campos enfatizou aos representantes do setor alguns pontos que o MAPA destaca como desafios para a gestão de riscos climáticos. Dentre eles: A previsibilidade na execução orçamentária do Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR); Ampliação da dispersão das apólices do PSR e apresentação de produtos personalizados para cada perfil de risco; Aperfeiçoamento da rede de peritos e corretores para o público rural; Expansão de novos produtos (paramétrico e catástrofes); Aprimoramento das validações socioambientais dos riscos e monitoramento das áreas rurais seguradas. Para o secretário do MAPA, o diálogo com o setor segurador pode atender a algumas demandas do próprio governo federal. “O mundo está mudando, o clima está mudando. E cada vez mais é necessário que nós tenhamos instrumentos para fazer esse enfrentamento. O setor público e o setor privado têm que andar juntos nesse propósito. E, no caso da agricultura, é fundamental que o seguro seja olhado de uma maneira cada vez mais necessária. Nós, do MAPA, estamos em busca de alternativas, de novos processos que venham dar mais segurança para o produtor rural. E isso só vai acontecer em parceria com o setor privado”, destacou. Já o secretário executivo do Ministério das Cidades apresentou os principais riscos provocados pela crise climática e as políticas às quais o setor segurador pode se atentar: Risco de fragilização do direito à cidade, em virtude do mau planejamento para o enfrentamento das mudanças climáticas; Aumento do risco de precariedade e inadequação habitacional; Risco de redução da qualidade do serviço e do acesso a saneamento básico, além do baixo investimento nesta área. Em apoio ao interesse do setor para melhoria das cidades, o representante do Ministério das Cidades reforçou que o debate e a parceria com integrantes do mercado segurador não se restrinjam apenas ao enfrentamento climático, mas ao desenvolvimento do país. “A realidade hoje no Brasil é que há mudança climática, não é? Mudou a realidade das cidades: estas estão sofrendo com chuvas intensas, calor intenso, seca intensa, e nossas cidades não estão se preparando para esse novo mundo. E para elas conseguirem isso, há um debate importante: o quanto que o mercado segurador pode ajudar as cidades a estarem preparadas, a estarem seguradas no momento de uma calamidade, de uma chuva muito intensa. Então, há um debate importante aqui, entre Ministério das Cidades e mercado segurador, de como nós podemos tornar as cidades protegidas quando acontecer uma calamidade. E a gente vai continuar esse diálogo nos próximos meses”, informou. Continuidade do Diálogo O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, reforçou durante a reunião a importância de o governo federal se fazer presente com o setor segurador para ampliar os formatos para previsibilidade de incidentes em virtude do clima, especialmente em um ano em que se promove a principal Conferência Climática do Mundo, a COP30. “As duas pastas do governo federal aqui presentes têm similaridade com o setor de seguros para a previsibilidade de problemas oriundos do clima, pois impactam toda a sociedade produtiva do país. Portanto, é de suma importância que estejamos avançando nessa parceria de temas e ampliando formas de desenvolver a cidade e o campo”, lembrou. A diretora de sustentabilidade da CNseg, Claudia Prates, enfatizou que o diálogo proposto no encontro promove o que vem sendo aplicado dentro do Plano de Desenvolvimento do Mercado Segurador (PDMS). “Levar o seguro acessível para comunidades e regiões mais afetadas por mudanças do clima nas cidades é um desses pilares do Plano. Além, é claro, de encontrar formas de ampliar as áreas de cultivo dos alimentos nas localidades rurais e evitar prejuízos. Estes são planejamentos que podem não só ampliar o mercado, mas ajudar a desenvolver e gerar segurança para a sociedade brasileira”, destacou. A COP30 e o papel do setor de seguros A COP30 constitui um momento ímpar para demonstrar o protagonismo do país na agenda climática global. Para o mercado segurador, a Conferência é uma oportunidade para o setor reafirmar seu papel estratégico na proteção social e de investimentos, além de destacar suas contribuições na transição para uma economia resiliente e de baixo carbono. A CNseg, ao organizar a Casa do Seguro, busca reunir autoridades, representantes setoriais e de outros segmentos econômicos para debater desafios e estabelecer parcerias. Esse ambiente permitirá não apenas a discussão da pauta climática, mas também o intercâmbio de experiências e o lançamento de produtos e serviços. O mercado de seguros chega à COP30 com a responsabilidade de estabelecer um posicionamento inédito em relação ao seu compromisso com a sustentabilidade, particularmente com a agenda do clima. O objetivo central da CNseg é articular a presença do setor nos acordos e declarações resultantes da Conferência, sendo reconhecido como parte fundamental da solução para os desafios climáticos. Conheça a Casa do Seguro. Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro está situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores –Allianz, AXA, BB Seguros, Bradesco Seguros, Caixa Seguridade, MAPFRE, Marsh McLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine
Qual é o futuro do seguro rural no Brasil diante das mudanças climáticas?

O setor de seguros brasileiro dá um passo à frente na adaptação às mudanças climáticas. Durante o painel “Desafios da transição climática: A importância de dados climáticos para melhorar a precificação dos riscos na transição climática”, realizado no 3º Workshop de Seguros para Jornalistas, em 22 de agosto, no Rio de Janeiro, o professor da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ), Fernando Teixeira, apresentou o projeto de hub de dados socioambientais e riscos climáticos, que sua equipe está desenvolvendo para a CNseg.
Seguradoras criam hubs climáticos para enfrentar as mudanças climáticas

O setor de seguros, reconhecido por sua expertise em gerenciamento de riscos, tem se consolidado como um pilar estratégico no combate aos efeitos das mudanças climáticas…
Allianz traz especialistas internacionais para a Casa do Seguro, durante a COP 30

Espaço do setor segurador na COP30, em Belém, vai promover discussões sobre agenda do clima e contará com keynote speaker internacional.
COP30 vai ressignificar o papel do setor segurador nas discussões climáticas

COP30 vai ressignificar o papel do setor segurador nas discussões climáticas A Casa do Seguro, espaço que a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) está construindo para a COP30, em Belém, recebeu nessa segunda-feira a visita oficial dos deputados Duda Salabert (PDT/MG), Iza Arruda (MDB/PE) e Bandeira de Mello (PSB/RJ). A agenda fez parte da visita dos parlamentares a Belém para acompanhamento das obras de infraestrutura da cidade. O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, e o diretor de Relações Institucionais, Esteves Colnago, receberam os deputados e apresentaram o espaço, detalhando passo a passo o projeto da Casa do Seguro. A estrutura encontra-se em obras, com previsão de conclusão na primeira semana de novembro. Para Dyogo, o setor segurador vai ressignificar seu papel durante a COP30, trazendo um testemunho global a respeito dos impactos da mudança climática. “A crise climática já está presente no dia a dia de todos, e o setor tem se colocado muito dentro desse debate como um testemunho da realidade e dos impactos econômicos, mas também do impacto em vidas e em sofrimento humano que as mudanças climáticas trazem”. Oliveira ressaltou ainda que as mudanças climáticas têm duas perversidades que a sociedade precisa estar atenta. A primeira é que ela impacta mais os países mais pobres, que foram os países que menos deram causa às mudanças climáticas. E dentro dos países mais pobres, afetam também os mais pobres dos países mais pobres. “Portanto, é um sistema que precisa de todo o envolvimento da sociedade para que a gente possa reverter esses impactos e possa compensar essas populações com ações concretas de políticas públicas e iniciativas diversas. Porque exatamente as pessoas que têm a menor contribuição para as mudanças climáticas são as que vão pagar o preço mais caro”, afirmou. A presidente da subcomissão da Camara dos Deputados, deputada Duda Salabert, ressaltou a mudança de postura do setor segurador, que tinha uma participação muito tímida em outras COP, e que agora vai assumir um protagonismo, embalado após a fala do embaixador André Correa do Lago, presidente da COP30, que em audiência pública na Câmara anunciou que o grande tema da COP deste ano será o seguro. “O Brasil ainda tem uma baixa cultura no que se refere à questão de seguros. A COP é tido como para muitos como um espaço para a gente poder, não só estabelecer pontes, mas também de oportunidades. Vamos aproveitar para ressignificar o debate climático nas cidades, no estado e no Brasil, que é impossível fazê-lo sem o setor de seguro, nos ajudando no Congresso Nacional, na construção de políticas públicas, seja o financiamento público, privado ou na parceria público-privada”, disse. A deputada encerrou sua fala ressaltando com otimismo sobre a realização da Conferencia, que ocorre em menos de 100 dias. “Mas nessa sala aqui todo mundo está convicto de que a COP já deu certo e agora a nossa luta não é se vai dar ou não certo, porque já deu. A nossa luta é para fazer assim dessa COP, a melhor COP de todos os tempos”. O deputado Bandeira de Mello vê com entusiasmo o empenho do setor segurador em levar para a COP soluções para as questões climáticas. “As mudanças climáticas trazem eventos que podem ser mitigados, seus efeitos financeiros podem ser mitigados através do seguro, e o setor segurador felizmente está atento para isso e eu tenho a impressão que o que vai ser feito aqui na COP30 vai dar visibilidade para isso até internacionalmente”. Ao fim da visita à Casa do Seguro, a delegação seguiu para a Associação Comercial do Pará (ACP), onde foram recebidos pela presidente, Elizabete Grunvald, para uma apresentação dos projetos de sustentabilidade da CNseg e um coquetel de encerramento da visita oficial em Belém. A presidente ressaltou a parceria com a CNseg na Casa do Seguro e fez questão de responder aos críticos da realização da conferência em Belém. “A vinda de vocês é muito importante para nós nesse momento, seja como formadores de opinião ou como autoridades que são, para reforçar a mensagem de que nós vamos dar conta e que a despeito da descrença de alguns que não nos conhecem muito, nós vamos estar, sim, preparados pra receber esse momento com enorme alegria”, finalizou. Sobre a Casa do Seguro A Casa do Seguro estará situada em local muito próximo ao espaço oficial da COP30. Além da programação de conteúdo, promoverá iniciativas de responsabilidade social, prestigiando a economia e a mão de obra locais. O projeto é ambientalmente responsável e foi desenvolvido dentro dos conceitos de evento neutro e resíduo zero, prevendo ainda uso eficiente de água e energia. Com o apoio de seus empoderadores – Allianz, AXA, Bradesco Seguros, MAPFRE, Marsh, Porto, Prudential, Tokio Marine e Marsh McLennann – a Casa funcionará em 1,6 mil m² de área útil, acomodando plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais. Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg; reuniões bilaterais; apresentação de produtos e serviços; e atividades culturais. Alguns eixos vão pautar a agenda da Casa do Seguro, como a proteção social e dos investimentos, as finanças sustentáveis, a infraestrutura resiliente, a inteligência climática, seguros & agronegócio, a descarbonização da frota brasileira e como os seguros podem auxiliar no desenvolvimento industrial mais sustentável.
Marsh McLennan Brasil apoia Casa do Seguro e reforça protagonismo do setor

A Marsh McLennan Brasil é a mais nova empoderadora da “Casa do Seguro”, iniciativa inédita da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) que coloca o setor de seguros no centro das discussões sobre riscos climáticos durante a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá em novembro, em Belém (PA).
Casa do Seguro reflete compromisso do setor para enfrentar as mudanças climáticas, diz CEO da AXA no Brasil

02/04/2025 https://youtu.be/aF29EB-gCDM Executiva avalia que Belém, como sede da COP30, é marco na discussão sobre clima e biodiversidade A seguradora AXA apoia a Casa do Seguro, projeto criado pela CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) para inserir o setor de seguros nas principais discussões sobre os riscos climáticos. Estruturada como plataforma de conteúdo e relacionamento empresarial, a Casa do Seguro vai funcionar durante toda a COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em novembro, em Belém (PA). “Apoiar a Casa do Seguro é um reflexo do compromisso da AXA com a pauta climática e com todo o desenvolvimento sustentável. O seguro é um instrumento essencial para resiliência das comunidades e economia e queremos contribuir ativamente para esse debate”, afirma Erika Medici, CEO na AXA no Brasil. A executiva exalta a importância de o evento global ser realizado em plena Amazônia em um momento crítico para a humanidade. “Belém, como sede da COP30, representa um marco na discussão sobre clima e biodiversidade. A Amazônia tem um papel crucial na regulação climática global e o setor de seguros brasileiro não poderia estar fora desse fórum”, salienta. Debate global conectado Iniciativa inédita no setor, a Casa do Seguro funcionará como um “Hub”, com conexões entre o mercado de seguros e os demais setores econômicos, estimulando a convergência entre agentes públicos e privados, com ampla participação da sociedade civil. A agenda da Casa do Seguro estará focada no papel do setor na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis. Na programação, destacam-se: debates e painéis temáticos; fóruns em parceria com entidades setoriais, organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg; reuniões bilaterais; apresentação de produtos e serviços; e atividades culturais. Alguns eixos vão pautar a agenda da Casa do Seguro, como a proteção social e dos investimentos, as finanças sustentáveis, a infraestrutura resiliente, a inteligência climática, seguros & agronegócio, a descarbonização da frota brasileira e como os seguros podem auxiliar no desenvolvimento industrial mais sustentável. Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o mercado segurador tem um papel de destaque na transição para uma economia mais verde e resiliente, e a atuação do setor na COP30 refletirá a importância de suas contribuições, em um cenário de agravamento das mudanças climáticas. “A Casa do Seguro será uma vitrine do nosso papel como facilitadores de inovação e mitigadores de riscos climáticos, reforçando nosso compromisso com o futuro sustentável do planeta. Esse projeto é o ponto alto de uma estratégia de posicionamento do setor segurador nas discussões climáticas que ganhou maior expressão a partir de 2023, na COP28, em Dubai, e estabelecerá um marco em Belém”, destaca. COMPARTILHE Mudanças climáticas desafiam previsibilidade, ampliam riscos e exigem inovação do setor seguros no Brasil • 01/07/2025 COP30: Setor de seguros assume papel estratégico na agenda climática da Amazônia • 26/06/2025 Do compromisso à prática: como as seguradoras podem ajudar a construir um futuro mais sustentável? • 24/06/2025 Plano de transformação ecológica do Brasil: avanços, desafios e o papel do mercado de seguros • 30/05/2025 Do Big Data à Inteligência Artificial: seguradoras aceleram inovação para enfrentar o clima imprevisível no Brasil • 13/05/2025 Casa do Seguro insere setor no centro das discussões sobre a crise climática • 08/05/2025 COP30: CNseg inicia Ciclo de Diálogos Institucionais da Casa do Seguro • 28/04/2025 Como as seguradoras atuam antes, durante e após uma tragédia climática? • 24/04/2025 Mudanças climáticas: quais são os desafios do setor de seguros? • 17/04/2025 Casa do Seguro marca posição do setor frente às mudanças climáticas, diz presidente da Allianz • 15/04/2025